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terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Um tabloide com alma de standard


O Popular (Goiânia, GO) mudou formato em abril do ano passado. Mas parece que ainda não se acostumou com as novas medidas.

Hoje o jornal publica uma ótima foto de Sebastião Nogueira de um engradado colocado em um buraco de rua para chamar a atenção dos motoristas. Genial.

Mas a necessidade de publicar quatro fotos e 10 chamadas - fora o serviço - em um compacto acabam de vez com qualquer impacto que O Popular poderia ter.

Que pena.

Capa de impacto, mas leitores não poupam críticas


A capa do Comércio da Franca (Franca, SP) tem muita força. As fotos de tres rapazes da cidade, mortos em um terrível acidente de carro. Fundo branco. Pequena mensagem. Tudo muito bem.

Os problemas, identificados pelos leitores que movimentam as redes sociais da cidade, vão mais longe.

1. Por que publicar as fotos dos três meninos apenas, quando outros jovens de Franca também morreram em acidentes de automóveis e motos nos últimos dias? Uma vida é diferente de outra?
Bem, o CF optou pelas mortes que chocam seus leitores. São rapazes da alta sociedade, universitários. Certamente os assinantes conhecem as famílias. Isso não chega a ser um problema.

2. Por que o jornal não fala das causas do acidente?
Sim, ao que tudo indica foi imprudência de um deles. O carro, um "modesto" BMW M5, trafegava em alta velocidade e despencou em um barranco. Até o momento não se sabe se quem guiava estava embriagado ou sob efeitos de drogas.

3. Não parece muito tempo de diferença entre o acidente (noite de sábado) e a capa de hoje (terça)?
Sim, o tempo joga contra a aposta de capa do jornal.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Mesma ideia, mesma fonte


Muito curiosa a escolha editorial de Estado de Minas (Belo Horizonte, MG) e Hoje em Dia (Belo Horizonte, MG). Ambos apostaram na lista dos criminosos procurados.

Até aí, tudo bem.

A coincidência é a escolha da fonte para a chamada: igual.

Verdade que cada um chama o material de outra maneira, mas o estilo pôster valeu para os dois.

Manchete meio sem noção


Faltou conteúdo na redação de A Notícia (Joinville, SC).

Ou como explicar uma manchete irrelevante, de outubro, e extraída de um release do governo?

Se isso ainda fosse importante para a vida do cidadão de Joinville, OK. Mas da maneira como saiu foi um tiro na água.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Reserva de mercado prejudica o leitor


Compare as fotos de capa de quatro jornais de Porto Alegre: o Grêmio está na final e o momento é de festa.

Metro (Porto Alegre, RS), Correio do Povo (Porto Alegre, RS) e Diário Gaúcho (Porto Alegre, RS) publicaram a melhor foto disponível, seja do heroi ou do momento do gol.

Zero Hora (Porto Alegre, RS) optou por publicar a imagem de seu enviado especial, que se posicionou no alto, longe do campo. O resultado é uma foto bastante inferior à concorrência.

Se a decisão de ZH foi pela qualidade da foto, é preciso revisar os critérios editoriais. Se foi pela reserva de mercado, para valorizar o enviado, houve uma punição deliberada ao leitor.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Uma aula de bom jornalismo


A Guerra do Brasil é um documento histórico. Pesquisa feita pela equipe de O Globo (Rio de Janeiro, RJ), a partir de dados oficiais, descobriu que há um assassinato a cada 10 minutos no Brasil! E que em apenas 15 anos foram assassinados 786 mil pessoas no país.

Na capa do jornal hoje, a comparação com a população de Lisboa. Poderia ter sido o equivalente a três Florianópolis também. É muita gente.

O material completo, que desde ontem está no site de O Globo, é excelente. Jornalismo de dados, linguagem visual, tudo funciona. Uma aula de bom jornalismo.

Assinantes de O Globo podem ver aqui.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Gazeta do Povo volta atrás


Gazeta do Povo (Curitiba, PR), que há alguns meses reduziu a frequência da edição papel a uma por semana, mostrou maturidade na plataforma digital.

Depois de ver reação negativa a uma ferramenta para receber relatos de doutrinação ideológica nas salas de aula, a empresa decidiu retirar a aplicação do ar.

A história completa está aqui.

PS: dica de Paulo Freitas