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sábado, 6 de julho de 2019

Criatividade é a palavra-chave


É muito chato ler tudo o que deputados escrevem. Principalmente para a reforma da previdência.

Por isso a missão dos meios de comunicação é traduzir para que todos entendam o "milagre" que poderá render quase R$ 1 trilhão.

O Jornal do Commercio (Recife, PE) inventou uma narrativa super inovadora. Um jogo. Passo a passo. E publicou na capa.

Bingo!

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Jornal, a caminho de ser revista


Os jornais estão caminhando para se transformarem em revistas diárias. Menos breaking news (que estão nas mídias mais ágeis), mais análises. E fundamentalmente maior cuidado gráfico na apresentação dos conteúdos.

Um exemplo? A foto de capa da Folha de S. Paulo (SP), de Karime Xavier. A dona do restaurante em São Paulo poderia aparecer atrás de um balcão, ou cozinhando. Mas não, há produção, inteligência, na imagem. E ação, com as sementes no ar.

Os repórteres-fotográficos entenderam esse novo espaço que se abriu. É preciso trazer um "capa de revista" por dia.

Ganha o leitor.

Perde que ainda não entendeu que o mundo editorial mudou.

terça-feira, 2 de julho de 2019

A foto e as fotos


Em dia de calmaria (?) por Brasília e Brasil, os jornalões têm espaço para uma boa foto inusitada.

Folha de S. Paulo (SP) e O Estado de S. Paulo (SP) apelam para agências internacionais e cravam um conflito no parlamento de Hong Kong. Bonita imagem, mas pouco relevante para o longínquo Brasil.

O Globo aposta nas baleias que estão de passagem pela Baía de Guanabara. O destino final é o litoral baiano, água ideia para a procriação.

Linda foto de Fabiano Rocha. E toca no cotidiano do carioca.

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Na hora da verdade, o conservadorismo prevalece



O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por não conceder o Habeas Corpus ao ex-presidente Lula.

Isso foi ontem à tarde e repercutiu imediatamente em sites, blogs, redes sociais, noticiários de rádio e de televisão.

Qual seria o papel de um impresso (do dia seguinte)? Ir além. Revelar os próximos passos para a odisséia de Lula em sair da cadeia. Avaliar os votos dos juízes. Explicar o porquê de manter tudo como está, pelo menos, até agosto.

Mas aí o lado conservador dos jornais brasileiros fala mais alto. À exceção de O Globo (Rio de Janeiro, RJ), todos os grande jornais do país deram a informação como manchete. Folha de S. Paulo (SP), O Estado de S. Paulo (SP), Correio Braziliense (Brasília, DF), Zero Hora (Porto Alegre, RS), A Tarde (Salvador, BA), Jornal do Commércio (Recife, PE) e Metro (SP). O diário carioca escolheu outra manchete, mas noticiou a decisão do STF ao lado, como sub.

Não que a informação não mereça o espaço, mas a função do impresso é ir além. Nenhum foi.





segunda-feira, 24 de junho de 2019

O jornalismo engana-leitor não funciona mais


Que dia o Brasil aplicou 5 a 0 na seleção do Peru?

Sábado.

Que dia é hoje?

Segunda-feira.

Então por que Zero Hora (Porto Alegre, RS) e Diário Gaúcho (Porto Alegre, RS) insistem em publicar resultado e fotos de jogos de sábado na segunda?

A única explicação é teimosia de quem ainda não entendeu para que serve o impresso em 2019. Tratar o leitor como um ermitão, isolado do mundo, que só se informa pelo impresso, é chamá-lo de alienado. E ninguém gosta de pagar por um exemplar e ser carimbado como otário.

Talvez isso explique a queda livre na circulação dos jornais da RBS no Sul. Se há 15 anos ZH vendia mais de 200 mil exemplares impressos, hoje está em cerca de 80 mil. E caindo.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Faltou o último olhar


É inadmissível para um impresso confundir duas histórias.

Na capa de hoje do Super Notícia (Belo Horizonte, MG), a foto da atriz Paolla Oliveira, em pose sexy e com pouca roupa, invade a área da manchete, cujo tema é estupro.

Por mais popular que seja o jornal, esses escorregões são um tremendo gol contra. É a desinformação impressa.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

A crise do impresso passa pela cultura visual


O jornal O Liberal (Belém, PA) é um exemplo de como o conhecimento gráfico-visual pode ajudar ou atrapalhar uma página.

A capa de hoje tem uma definição positiva: as fotos de manifestantes nos dois lados da manchete - e uma imagem principal de pessoas na rua, protestando. Tudo ótimo, ajudam a contar uma história no primeiro olhar.

Mas agora: por que a mudança repentina de tamanho da fonte da manchete, entre uma e outra linha? Para ajustar a terceira linha com a primeira?

Não, não é assim que funciona. Isso é uma barbeiragem gráfica. Se o aumento revolta a população, esses escorregões (muito comuns na capa do diário paraense) revoltam o leitor.

O impresso só sobrevive sendo um produto bem tratado, inteligente, bonito, amigável. Desse jeito os leitores se vão.