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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Último capítulo


Depois de 46 anos as portas do Jornal da Tarde (SP) se fecharam.

A última capa do jornal não traz a crítica ácida que marcou sua trajetória, nem alguma reportagem de abalar as bases do governo. É apenas um agradecimento á cidade que fez do JT uma lenda na imprensa brasileira.

Que o espírito do Jornal da Tarde contamine os demais jornais brasileiros. É preciso mais humor, mais criatividade, mais picardia nas páginas dos bem comportados jornais do país.

Valeu JT!

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Luto no Limão e na imprensa brasileira


Agora é oficial.

Depois de inúmeros desmentidos, o Jornal da Tarde (SP) circulará pela última vez quarta-feira, dia 31.

A direção do Grupo Estado - em especial a direção de redação - mentiu mais de uma vez à equipe, garantindo que o fim anunciado era apenas um boato. Desta vez está confirmado o que havia vazado por e-mails dos contatos comerciais.

É muito triste o fim do JT, o jornal que conquistou uma geração de jornalistas. O bairro do Limão está de luto. A imprensa brasileira também.

Seria muito fácil homenagear o JT com suas capas antológicas. Mas não. Aqui ao lado a capa de hoje, sem qualquer dúvida a melhor primeira página entre todos os jornais paulistanos. A inteligência editorial do JT se destaca no tímido e covarde cenário de São Paulo. É o único jornal que entende que o leitor já conhece as notícias mais obvias, que é preciso ir além.

Um grande abraço a toda equipe do Jornal da Tarde.

O JT vai fazer falta.

Treze exemplos de quem parou no tempo


 Procura-se um só leitor que soube do resultados das eleições através da capa de um dos 13 jornais que aparecem nesse post.

Esses jornais ainda se consideram donos da informação e ignoram a existência de mídias eletrônicas e digitais.

Estão com as pernas enterradas no século passado.

Que pena.













Um tiro no próprio pé


O Diário dos Campos (Ponta Grossa, PR) entrou para a lista dos jornais que tentam atirar na lua e acertam o próprio pé - conforme Mídia Mundo alertou.

Sábado publicou - em manchete - uma pesquisa apontando a vitória de um candidato nas eleições muncipais. O Instituto responsável não chega a ser conhecido no centro do país, mas o jornal aceitou. E não se preocupou em saber como foi feita a pesquisa.

Ontem, nas urnas, o povo da cidade consagrou o outro candidato.

Nada a fazer, apenas colocar o rabo entre as pernas e tentar esquecer a edição desastrosa de sábado. Mas custará muitos assinantes.

sábado, 27 de outubro de 2012

A arte simples salvando a capa de novo


Outra vez a arte ajudou na concepção das capas.

Se no Correio Braziliense (Brasília, DF) há algum planejamento de arte para falar dos ciclistas, em O Povo (Fortaleza, CE) a arte é pura criatividade. Boas ideias em primeiro lugar.

Não é preciso um infográfico com uma semana de criação para ganhar a capa. A ideia nasce em primeiro lugar. E muitas vezes é simples.

O risco das pesquisas


O Diário dos Campos (Ponta Grossa, PR) pode ter cavado a última pá de terra de sua sepultura com a manchete de hoje.

Diz o bom jornalismo que jamais um jornal deve assumir resultados de pesquisas em véspera de eleições, muito menos quando o instituto responsável não tenha um histórico que o credencie.

O Diário já está elegendo um candidato na cidade. Há histórico de erros em pesquisas em Ponta Grossa.

Se o candidato apontado como segundo colocado vencer domingo, o Diário dos Campos sofrerá a consequência.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

A selvageria superou o bom senso


 Os quatro jornais mais vendidos do Peru se confundem hoje. Não se entende quem é quality, quem é popular, quem é extremamente popular.

A revolta popular pelo fechamento de um mercado mexeu com o país.

Por isso, por um dia, El Comercio (Lima, Peru), jornal de referência do país, se confunde editorialmente com Peru 21 (Lima, Peru), de estratégia popular. A vítima que aparece nas fotos dos dois jornais é um policial, derrubado de seu cavalo pelos manifestantes.

La República (Lima, Peru) e Diario 16 (Lima, Peru) seguem no mesmo tema.

Ou seja, quando o fato revolta o país e toma conta das mesas das melhores famílias, não adianta escondê-lo. Não se pode brigar com a notícia. Se é o tema obrigatório do dia, que domine a capa.