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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Já nos EUA...


A capa do The Wall Street Journal (Nova York, NY) não deixa margem para dúvidas: os Jogos Olímpicos estão aí.

Mas o que chama a atenção dos americanos é a segurança.

Falta foco na imprensa carioca


Os Jogos Olímpicos começam oficialmente sexta-feira, mas na prática a corrida por medalhas já vale a partir de hoje. Mas os jornais cariocas parece que não entenderam.

O Metro (Rio de Janeiro, RJ) foi o único que entrou no clima olímpico.

O Globo (Rio de Janeiro, RJ) e Extra (Rio de Janeiro, RJ) ensaiaram o ritmo - mas de forma muito modesta.

Curioso é o Lance (Rio de Janeiro, RJ), que esquece as Olimpíadas e aposta tudo no Flamengo.

Será que os Jogos Olímpicos acontecem em outra cidade?


terça-feira, 2 de agosto de 2016

O inglês viu


Dessa vez não é que o Brasil deve fazer algo para iglês ver. É o que o inglês já viu.

A capa do caderno de esportes do The Daily Telegraph (Londres, UK) não deixa margens para mal entendidos.

A olimpíada contaminada é um soco no estômago de quem acha que há denúncias gratuitas. E que o Rio de Janeiro continua lindo... 

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Jornalismo comunitário


Um jornal serve para conectar seus leitores, em benefício de uma vida melhor. É preciso ser o braço organizador do cidadão, quando as instituições não conseguem fazer esse papel.

Notícias do Dia (Florianópolis, SC) adota a campanha #DesConecta, tentando reduzir a praga dos motoristas que insistem em falar ao celular enquanto dirigem seus carros - o que é proibido por lei.

Se a fiscalização é falha, o jornalismo procura corrigir o problema estampando fotos de flagrantes na capa - ainda que sem a identificação dos infratores. Provocará, no mínimo, constrangimento e raciocínio.

Acerta em cheio o Notícias do Dia, que agora precisa fazer com que a campanha não tenha fim. O Correio Braziliense (Brasília, DF), nos anos 90, começou a campanha Basta!, em que procurava reduzir os acidentes na capital. Uma aposta editorial forte, com generosos espaços na capa. O resultado foi excelente - para a cidade e para o jornal.

Tomara que o #DesConecta vire mania em todo o Brasil. Jornal serve, também, para isso.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Jornais que deveriam apostar mais



Os três jornalões brasileiros ensaiam boas apostas, ma non troppo.

Em suas edições de hoje, O Estado de S. Paulo (SP) informa 14 assuntos na capa. Folha de S. Paulo (SP) um pouco mais: 16. E O Globo (Rio de Janeiro, RJ) a maravilha de 21 temas.

Fica difícil "comprar" as apostas desse jeito, onde o exclusivo se confunde com o commodity.


Jornais que apostam - Reino Unido

Na Inglaterra e na Escócia a tendência também já é seguida.

The Guardian (Londres, UK), The Times (Londres, UK) e The Scotsman (Edimburgo, UK) optam por três, no máximo quatro, temas.

Nenhuma dúvida que jornais para todos são jornais para ninguém.






Jornais que apostam - Canadá


A cada dia fica mais claro que jornais-papel servem para aprofundar temas, não informar notícias. Isso provoca mudança na forma de se fazer um jornal, na prática do dia a dia.

No Canadá os três maiores jornais de Toronto já entenderam os novos tempos, o jornalismo de apostas. The Globe and Mail (Toronto, Canadá), National Post (Toronto, Canadá) e Toronto Star (Toronto, Canadá), todos em formato standard, apostam em quatro, no máximo cinco, assuntos na capa.

Menos notícias breaking news, mais reportagens que fazem a compra de um exemplar valer a pena.