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sexta-feira, 19 de março de 2021

O dia em que não é preciso manchete


O estado de Goiás ultrapassou a marca de 10 mil mortos. A triste notícia não orgulha ninguém, só envergonha a inércia do poder público, que faz muito pouco para evitar a barbárie.

O Popular (Goiânia, GO) publica uma capa histórica, sem palavras. Apenas uma foto dramática e um número que não deixa dúvidas.

Hoje é um dia em que a manchete não faz falta. 

quinta-feira, 18 de março de 2021

Capas que informam e não precisam de fotos


Talvez tenha sido influência direta do The New York Times (Nova York, NY) de ontem. Mas o fato é que hoje o grafismo apareceu nas capas brasileiras.

O Estado de S. Paulo (SP), Estado de Minas (Belo Horizonte, MG) e Correio Braziliense (Brasília, DF) utilizam gráficos, infográficos e números para mostrar a caótica situação da saúde no país.

O resultado é muito melhor do que 99% das fotos das capas dos outros impressos de hoje.



 

quarta-feira, 17 de março de 2021

Os infográficos geniais do NYT


A primeira lição que o The New York Times (Nova York, NY) ensina é não ter medo de publicar o que o leitor não estiver esperando. Pelo contrário, é preciso surpreendê-lo.

Os infográficos da capa de hoje são relativamente simples - e dizem muito. A contaminação por coronavírus em uma sala de aula diminui drasticamente caso as janelas estejam abertas e o ambiente ventilado. Simples assim.

É preciso ousadia para ignorar fotos de políticos e empresários. Mas o resultado é excelente.

terça-feira, 16 de março de 2021

A capa quase boa do Diário


Quase.

Faltou pouco para o Diário de Pernambuco (Recife, PE) fazer uma linda capa gráfica. O tema é bom, a estrutura simples e eficiente.

Mas aí alguém decidiu colocar a foto posada do novo ministro e o conceito gráfico escapou pelas mãos. Que pena.

O detalhe preciosista acabou com a ideia inovadora.

domingo, 14 de março de 2021

A crise sem precedentes das revistas brasileiras

Se para os jornais impressos a sobrevivência já é um desafio, para as revistas - outrora campeãs de venda da semana - a mudança de hábitos da audiência derrubou princípios - e receitas - e ameaça a continuidade do negócio.

Por muitos e muitos anos, a Revista Veja (SP) mantinha uma circulação semanal acima de um milhão de exemplares. Era uma questão de honra da família Civita. Quando a tendência apontava a baixa, apareciam promoções e logo os números se equilibravam - nos sete dígitos. Só que agora esses tempos ficaram para trás.

Levantamento do Poder 360 (Brasília, DF), com informações do IVC (Instituto Verificador de Circulação), revelam que em dezembro passado Veja vendia apenas 144.141 exemplares semanais (261.272 assinantes, incluindo os puramente digitais). Hoje vende ainda menos.

E não é só Veja. Época e Exame seguem no mesmo ritmo: crise sem precedentes no impresso e uma atuação pífia no digital. A explicação é uma só: falta de relevância. Não são mais leituras obrigatórias.

Não será surpresa se as principais revistas do Brasil interromperem a circulação impressa ainda em 2021.







 

quinta-feira, 11 de março de 2021

O GRÁFICO e o gráfico

 
A informação é rigorosamente a mesma: o número de mortos por Covid-19 no Brasil.

Só que O Globo (Rio de Janeiro, RJ) resolveu fazer um gráfico inteligente, que compara o resultado de ontem da pandemia com outras tragédias conhecidas. Somadas. Em que cada bonequinho desenhado significa uma pessoa.

Já a Folha de S. Paulo (SP) correu para fazer "um gráfico", seja ele qual for. O desenho na capa do diário paulistano acaba sendo um enigma: o que a Folha quis dizer?

Não parece, pelo desenho, que o número alcançado ontem é recorde. Tem jeito de ser um gráfico feito no apagar das luzes, na hora do fechamento. Sem ideias. Sem correção de rumo. O conhecido "só tem tu vai tu mesmo".

terça-feira, 9 de março de 2021

Ninguém paga por leite vencido


Em tempos de mídias digitais, ágeis, é inadmissível um impresso ir às bancas estampando em manchete uma notícia ocorrida no início da tarde da véspera. Pior, com enorme repercussão em veículos eletrônicos.

Mas foi o que ocorreu. A decisão do ministro Edson Fachin, do STF, virou manchete - sem qualquer valor agregado - em pelo menos 10 jornais impressos do Brasil.

O absurdo é tanto que os jornais ainda querem cobrar do leitor por distribuir notícia velha. Seria o mesmo que um laticínio colocar no mercado leite vencido e querer cobrar pelo litro.

Um absurdo.