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sexta-feira, 13 de maio de 2022

Manchetes previsíveis e idênticas


Quando os dois principais impressos de uma mesma cidade utilizam a mesmíssima manchete - de um fato nacional - é preciso acender a luz amarela. Algo não está bem na criatividade esperada na Barão de Limeira e no Limão.

Folha de S. Paulo (SP) e O Estado de S. Paulo (SP) estão praticando o jornalismo previsível, insosso, que não se diferencia, não apresenta valor agregado. E se é assim, não valem o investimento na compra de um exemplar.

Ou se mexe na estratégia editorial, ou a queda em circulação vai se acentuar.
 

segunda-feira, 9 de maio de 2022

Nasce um ídolo

Um impresso tem o dever de entender as tendências das ruas antes dos leitores.

É assim na Espanha, por exemplo. O tenista Carlos Alcaraz, 19 anos, venceu o Masters 1000 de Madri, desbancando todos os favoritos. Vai ser o melhor do mundo em breve, sem dúvidas.

Hoje é dia de comemorar. Nas capas. Não só em Múrcia, de onde saiu. Mas em toda Espanha.


 

quinta-feira, 5 de maio de 2022

Grande foto, grande manchete


Poucas vezes se vê, no jornalismo brasileiro, um casamento tão perfeito entre manchete e foto como na edição de hoje do Correio* (Salvador, BA).

A imagem - de Marina Silva - valoriza o diferente, o sangue escorrendo. A manchete faz trocadilho com o bairro onde ocorreu o crime.

Tudo muito bom.


terça-feira, 3 de maio de 2022

Uma senhora foto


OK, a foto é de agência.

Mas a imagem de capa de O Globo (Rio de Janeiro, RJ) de hoje é fantástica. Conta tudo com um olhar.

A seca e o calor na Índia preocupam. Não há margem para indiferença.

Quando uma foto dessa qualidade chega à Redação, bons jornalistas não têm dúvidas do impacto que ela causará. E, mesmo sendo na Rússia, incita a discussão sobre preservação do meio ambiente.

A foto é de Sajjad Hussein, da Agência France Press.

sábado, 30 de abril de 2022

Quem te viu, quem te vê


O jornal Diário de S. Paulo (SP) foi inovador em vários momentos de sua história. Desde que assumiu o espólio do Diário Popular (SP) navegou por diversas águas, sempre buscando um espaço.

Seu melhor momento foi em 2010 e 2011, quando se transformou em um jornal da cidade de São Paulo, preocupado com a pós-notícia e com a interpretação das informações. O projeto gráfico atual ainda é daquele tempo. Ganhou espaço, mas acabou definhando por decisão de seus gestores.

O DSP, agora, dá pena. Não é à toa que não tem mais leitores. Não vende, ninguém assina. Basta analisar os conteúdos da primeira página de hoje para se entender os motivos.

A manchete é uma notícia entre o popular e o irrelevante. Sem nenhuma força de chamada principal.

Mas o absurdo vem logo abaixo, na foto de um grupo de advogados defendendo o indulto ao deputado carioca responsável por atos anti-democráticos e punido pelo STF. O Diário transforma um delírio irresponsável de defensores do presidente da República em uma notícia.

Um impresso pode assumir posições, não há problema. Pode mesmo defender em editoriais e em opinião posicionamentos políticos. Mas não pode mentir. Uma carta não é um ato. Os integrantes da reunião - salvo Ives Gandra - não estão entre os "mais renomados do Brasil", como o jornal afirma.

Menos, Diário, menos.

segunda-feira, 25 de abril de 2022

Libération provocador, como sempre


Libération (Paris, França) provoca o vencedor das eleições presidenciais. "Obrigado quem?", pergunta.

É que os votos determinantes para sua vitória vieram do movimento que não quis a extrema-direita no poder - e não dos apoiadores da plataforma do centrista Macron.

O Libé, de centro-esquerda, não perdoa.

domingo, 24 de abril de 2022

Saber ganhar e saber perder


O Bétis, equipe de Sevilha que há 16 anos não levantava um trofeu, ganhou ontem a Copa do Rey da Espanha. Um feito enorme para uma equipe "média" em orçamentos e resultados.

O título, confirmado depois da meia-noite na Europa, está nas capas do ABC (Sevilha, Espanha), do Diário de Sevilla (Sevilha, Espanha) e até no esportivo Ás (Madri, Espanha). Ganhar é bom e é preciso comemorar.

Mas os impressos de Valência, cidade da equipe derrotada na final - o Valencia - souberam perder. A capa do Las Provincias (Valência, Espanha) é o sofrimento da torcida, enquanto a primeira página do Levante (Valência, Espanha) mostra a tristeza do capitão da equipe.