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terça-feira, 19 de julho de 2022

Mensagem subliminar


Talvez tenha sido apenas uma coincidência. Quem sabe um momento de humor de alta qualidade, aliado à crítica. Ou ainda muito pelo contrário, um absoluto "nada a ver".

O Correio do Povo (Porto Alegre, RS), impresso gaúcho pertencente ao Grupo Record (leia-se Igreja Universal do Reino de Deus), cometeu uma fantástica analogia entre texto e foto na capa de hoje.

A manchete fala de mais uma bravata do Presidente da República, críticas sem sentido outra vez. A foto principal, logo abaixo, é de duas vacas. A boiada dentro de uma Kombi. 

Impossível não relacionar manchete e fotografia.

Genial!


PS: alerta do sempre atento GT, garantia de inteligência e bom humor permanentes

segunda-feira, 18 de julho de 2022

Opinião na capa


Para que serve um impresso, em tempos de mídia digital?

Sem dúvidas, uma de suas funções é ajudar o leitor a pensar. Menos notícias, mais análises, opinião de qualidade.

Por isso a edição internacional do The New York Times (Londres, UK) publica uma coluna de Paul Krugman na capa. Sim, está na cesta dos principais produtos do dia. Por isso, espaço nobre.

É preciso não ter medo e entender a audiência.

Os impressos que já nascem velhos

De novo?

Os impressos de Porto Alegre realmente ainda não entenderam que o mundo é digital. E não por falta de aviso.

Como explicar que Correio do Povo (Porto Alegre, RS), Zero Hora (Porto Alegre, RS) e Diário Gaúcho (Porto Alegre, RS) circulem em plena segunda-feira com grandes fotos nas capas obtidas....sábado?

Não tem explicação. É erro de avaliação, mesmo. Não se conectar com o leitor. Ignorar que a audiência já conhece os resultados de futebol, que viu os gols muitas e muitas vezes. E que hoje é dia de pensar no futuro, não no passado.

Lamentável.

 

segunda-feira, 11 de julho de 2022

Dom e Bruno não foram esquecidos no The New York Times


Está na capa do The New York Times (Nova York, NY).

Os assassinatos de Bruno Pereira e Dom Philips não pode ser esquecido. Há um enorme negócio de pesca ilegal, desrespeito às terras indígenas, tráfico de drogas e grilagem de terra por trás das mortes.

A tragédia não pode ser esquecida, até que se conheçam os mandantes. Não os pequenos, os que apertaram o gatilho ou os que pagaram a estes. É preciso chegar no "andar de cima", na classe político-empresarial que autoriza a matança.

O NYTimes está fazendo a sua parte. Os brasileiros já parecem esquecer.

sexta-feira, 8 de julho de 2022

Em busca de novas receitas

 Como a luta por novas receitas no mundo do jornalismo - principalmente digital - é algo que interessa a 10 entre 10 empresas de comunicação, coloco aqui dois vídeos de eventos em que fui convidado a dar opinião sobre o tema.

Pela repercussão que causaram, seguem o webinário sobre receitas de audiências para a ANJ (Associação Nacional de Jornais), ocorrido em Abril, e o Café com Aner, para a Associação Nacional de Editores de Revistas, em Junho.


Quando a fotografia brilha mais que o texto

Quando o personagem da foto se presta, é preciso buscar um lado diferente.
É o caso de Boris Johnson, primeiro-ministro em queda-livre na Inglaterra. Com seus cabelos "diferentes", os fotógrafos fizeram a festa ontem. E os impressos que enxergaram a oportunidade aproveitaram a ocasião.

 


 

terça-feira, 5 de julho de 2022

A bandeira virada

 

A festa de independência dos EUA ficou suja de sangue. O atentado de ontem foi uma vergonha.

O Chicago Sun-Times (Chicago, IL) captou o espírito.

Bandeira virada. Vida do avesso.