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quinta-feira, 27 de abril de 2023

Lula está na moda na Europa


Quando era candidato à presidência, Lula deu uma enorme entrevista ao jornal El País (Madri, Espanha), onde defendia a estabilidade democrática do Brasil - mesmo se complicando ao defender a autonomia da Venezuela e da Nicarágua. A entrevista foi realizada pela diretora Pepa Bueno.

Pois hoje El País repete a dose, agora com o já empossado presidente Lula. E, de novo, Pepa Bueno é quem o entrevista.

O presidente do Brasil tem uma boa imagem na Europa.

terça-feira, 25 de abril de 2023

Gigante Chico para poucos, no Brasil e em Portugal


Chico Buarque é o maior expoente vivo da cultura brasileira. Compositor popular e escritor, Chico é desdenhado por quem não concorda com seu posicionamento político - mesmo cantando suas músicas.

O gênio brasileiro ganhou o Prêmio Camões, maior honraria que um escritor em língua portuguesa pode receber, em 2019. Mas o ex-presidente do Brasil negou-se a assinar o certificado - por, outra vez, desavença política.

Ontem Chico, enfim, recebeu o Camões. É um fato de extrema importância, mas os impressos brasileiros apostaram em outras histórias - salvo a Folha de S. Paulo (SP). Em Portugal, local da entrega do prêmio, o Público (Lisboa, Portugal) deu no alto da capa, superando os 49 anos da Revolução dos Cravos - que salvou o país da ditadura do Salazarismo.

sábado, 22 de abril de 2023

Irreverência baiana


O antigo Correio da Bahia, impresso que servia para o então senador Antônio Carlos Magalhães distribuir "chamegos" a amigos e inimigos, morreu em 2008, um ano depois de ACM. Em seu lugar nasceu o Correio* (Salvador, BA), que rapidamente ganhou as ruas da Bahia e se tornou o jornal mais vendido do Nordeste.

Depois veio um período de crise, de nova busca de identidade. Agora o impresso adota um pouco da irreverência baiana e começa a falar de temas polêmicos da sociedade. 

A capa da edição de fim de semana é um exemplo.

quarta-feira, 19 de abril de 2023

Reportagem criativa no EM


Não basta noticiar que hoje, 19 de abril, é o dia do índio. Isso é efeméride e está na folhinha.

O Estado de Minas (Belo Horizonte, MG) acerta em cheio ao fazer uma reportagem unindo dois ícones da causa dos povos originários: Mário Juruna e Aílton Krenak.

Para isso serve um impresso, para contar o que ninguém sabe. De maneira criativa. Ficou muito bom.

50 anos do Libé


O jornal que mexeu com a geração Maio de 68 na França completou 50 anos ontem. 

Sempre provocando, sempre opinando, sempre sem medo de falar sobre temas espinhosos, o Libération (Paris, França) é um marco no jornalismo europeu. Grandes escritores passaram por lá, desde um dos fundadores, o filósofo Jean Paul Sartre.

Vida longa ao Libé!

segunda-feira, 17 de abril de 2023

A arte de não dizer nada em Esportes


Os jornais gaúchos têm por hábito adotar um critério de "igualdade" entre as equipes de futebol, acreditando que as torcidas assim desejam. Não importa o que é notícia, o que é recente, enfim, os verdadeiros critérios que fazem de um fato uma notícia.

Por isso Grêmio - que jogou domingo - e Internacional - que atuou sábado - têm espaços rigorosamente iguais na capa de hoje de Zero Hora (Porto Alegre, RS), em uma interpretação absurda de que o fato de serem Grêmio e Internacional estão acima da notícia que carregam. Se ignora o fator tempo.

Isso já é "lei" entre os gaúchos, mas o que choca agora é o título que acompanha cada uma das fotos: uma mostra de que o impresso gaúcho sequer sabe o que dizer. Informações obvias, velhas, absurdas, que desdenham da inteligência do leitor. Se tem algo que qualquer leitor sabe em tempo real é o resultado da partida.

Perda de tempo e espaço nobre.

sexta-feira, 14 de abril de 2023

A edição fim de semana


Há muito os impressos buscam economizar algo em seus processos - normalmente custosos. A operação de ligar a rotativa, imprimir toneladas de papel, distribuir pela região e rezar para que alguém compre os exemplares - e assim evitar o encalhe - parece um desafio difícil de se obter sucesso dia a pós dia. Mesmo assim os impressos resistem em reduzir a frequência de suas tiragens, bem como revisar o número de páginas publicadas.

No Brasil alguns impressos já adotam a edição de fim de semana, quando sábado e domingo viram uma edição apenas. Trata-se de uma economia importante e evita que se tenha que distribuir o impresso aos domingos, onde até os pontos de venda estão fechados.

Outras marcas tradicionais cancelaram a circulação diária e lançaram apenas um impresso semanal. É outra estratégia.

O USA Today (McLean, VA), o mais importante impresso nacional dos Estados Unidos - com circulação média de 150 mil exemplares/dia - chama a edição de sexta-feira de Weekend (fim de semana). Vale de sexta a domingo. E não se preocupa com os dias de descanso. É questão de estratégia. Basta ter coragem e assumir os riscos.