



Tanto as imagens do futebol (que rigorosamente e insistentemente ZH cuida para que os espaços para as duas equipes do estado sejam idênticos, no dogma de que é preciso ser "imparcial" no esporte e na paixão clubística) como a foto do show, no alto, foram feitas sábado. Ou seja, para este impresso domingo não existe - pula-se de sábado para segunda-feira.
Os números pífios de circulação em papel - pouco mais de 34 mil exemplares diários em média, segundo o IVC - talvez se expliquem pela irrelevância da edição impressa.
Até que em 2014, quando já contava 105 anos de existência, EU foi vendido para um misterioso grupo de investimento espanhol. A família Mata Osorio, na verdade, foi forçada a vender.
Hoje El Universal é um jornal chapa-branca no sentido mais anti-jornalismo que a Venezuela já viu. Capas que parecem vir de outro planeta ilustram o outrora grande jornal.
Uma pena. A democracia precisa de meios livres para sobreviver. O controle da informação em tempos digitais é só mais um exercício de passar recibo para o mundo ver.
O jornalista espanhol (catalão) Ismael Nafría vem se dedicando a estudar modelos vencedores de empresas jornalísticas que souberam entender o mundo digital. Primeiro foi com a pesquisa profunda no The New York Times, que rendeu o livro A Reinvenção do The New York Times, ótimo guia para se entender a "bíblia" do jornalismo.
Agora Ismael acaba de lançar Clarín Actualizado, uma leitura muito bem embasada sobre o que fez do diário argentino o maior fenômeno de assinaturas digitais da América Latina.
Tenho a "sorte" de ser amigo de Ismael há mais de 20 anos. Trabalhamos juntos em vários projetos pelo mundo e conheço a seriedade desse fanático pelo Barça. Recomendo os dois livros.
Só que agora, com o fim do "ciclo K", o Clarín consegue mostrar em gráfico a consequência econômica da gestão Cristina.
Ótimo "soco no estômago" do respeitado jornal argentino.

O Santos caiu para a Série B.
Foi um fiasco, piorado pela baderna que a torcida fez na cidade depois de consumado o rebaixamento.
A Tribuna (Santos, SP) soube traduzir o sentimento da torcida - o que é muito mais significativo do que o desespero dos jogadores.
O Rei Pelé, falecido há quase um ano, não assistiu à tragédia. Pelo menos isso, em respeito ao maior de todos os tempos.