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sábado, 22 de maio de 2021

Um caminho para as revistas semanais


A crise das semanais brasileiras é algo fácil de ser notar. A líder Veja (SP), que por anos e anos se orgulhava em nunca deixar de ter um milhão de assinantes, fechou o ano passado com pouco mais de 250 mil, entre impresso e digital. Época (SP) interrompeu a circulação impressa e virou editoria de O Globo. E IstoÉ (SP), também com circulação pífia, pelo menos vem tentando encontrar um lugar, um nicho.

A revista assumiu uma identidade de oposição clara ao governo federal. E vem caprichando nas capas. Pode nao ser a solução definitiva, mas é um caminho a ser conferido.

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Comece a se despedir de Época


Época (SP) nasceu no final dos anos 90 assumindo o modelo editorial da revista Focus, da Alemanha. Notas curtas, muita informação, reportagens de peso. Mas na largada resolveu fazer uma aposta equivocada: um nome diferente, único. Chamou-se Época, que não tinha qualquer tradição ou significado. E era tempo da Veja (SP) com mais de um milhão de exemplares.

Não deu certo. Rapidamente trocou-se editor-chefe, diretor de negócios e aos poucos Época respirou. Através de acordos com terceiros, lançou a maior campanha para promover novas assinaturas que o Brasil já conheceu. O cliente podia escolher uma passagem para qualquer destino do Brasil, que custava mais do que a assinatura. E era brinde. Cresceram os números, mas passado o período contratado não havia renovação.

Época tentou de tudo, mudou fórmula várias vezes, experimentou projetos gráficos. Mas nunca aconteceu. Nunca conseguiu o objetivo da Editora Globo: ser a principal revista brasileira, apesar de alguns "furos".

Há 5 anos a revista perdeu completamente a bússola. Não sabia para onde ir, embora tenha ganho sobrevida ao circular grátis para assinantes de O Globo (Rio de Janeiro, RJ) e de Valor Econômico (SP). Já em 2019 os boatos de que poderia encerrar a edição impressa cresceram. Mudou-se mais uma vez a liderança editorial. E não deu certo de novo.

A revista quase desapareceu. Segundo o IVC, em Dezembro/2020 a circulação impressa era de 38.964 exemplares (10% do que tinha seis anos antes) e digital com 49.835 assinantes (40% do que teve em 2018). Faltou relevância. Faltou inteligência criativa. Faltaram motivos para alguém buscar um exemplar.

A Editora Globo anunciou hoje que no final de maio a revista deixa de existir. Em todas as plataformas. Foram 23 anos de luta, sem nunca se firmar. A partir de agora a marca Época será uma seção na edição de sábado de O Globo. Reportagens, features, algo que possa surpreender.

Que pena.

PS: de minha parte me orgulho de ter publicado em Época. A reportagem O Fim do Museu das Notícias, publicada em dezembro de 2019, deu enorme repercussão.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A dúvida de Época


A revista Época (SP) ficou em dúvida sobre qual capa deveria ir às bancas.

A versão da esquerda foi a aprovada.

Muitos designers e editores preferiam a outra.

Dica de Renata Maneschy e de seu Design 2000, via Facebook

sábado, 7 de maio de 2011

Bin Laden nas semanais

Uma semana depois da morte do procurado número 1 do mundo, as revistas semanais interpretam e tentam explicar o que vem por aí.
Com criatividade e novidade. A pós-notícia.
Veja (SP), Época (SP), The Economist (Londres, UK) e Time Magazine (Nova York, NY) estão nas bancas.


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Os vencedores da SND

Saiu o listão dos vencedores do mais importante prêmio de design jornalístico do mundo, os melhores do SND (Society of News Design).
Nesse ano os melhores do mundo são The New York Times (Nova York, NY), Frankfurter Allgemeine (Frankfurt, Alemanha) e Der Freitag (Berlim, Alemanha).
Não vale a pena discutir critérios, que sempre serão subjetivos. Importante é prestar atenção na imprensa alemã, por exemplo, que emplacou dois entre os três prêmio principais, e entender porque os brasileiros receberam apenas "honra ao mérito", nenhuma medalha de prata ou ouro.
Os brasileiros premiados (em ordem alfabética): A Crítica (Manaus, AM), A Tarde (Salvador, BA), Correio* (Salvador, BA), Correio Braziliense (Brasília, DF), Época (SP), Estado de Minas (Belo Horizonte, MG), Folha de S. Paulo (SP), O Dia (Rio, RJ) e Valeparaibano (São José dos Campos, SP).
A Folha de S. Paulo foi o brasileiro de maior destaque, com 15 classificações, entre páginas bem desenhadas e infografias.
A lista dos vencedores está aqui.

sábado, 8 de agosto de 2009

Época fura os gaúchos II

Zero Hora (Porto Alegre) é o jornal de referência dos gaúchos.
Mas a maneira tímida como o tema dos escândalos envolvendo a governadora aparece na capa é preocupante.
Por que o líder do Estado dedica mais espaço a dinossauros que ao desgoverno do Rio Grande?
Correio do Povo (Porto Alegre) e Jornal NH (Novo Hamburgo) investem no conteúdo das gravações, inicialmente divulgadas pela Época.
O CP tem o cuidado de colocar a resposta inócua de Yeda Crusius, enquanto o NH trabalha com inteligência o grafismo.
Já o Pioneiro (Caxias do Sul), braço da RBS na Serra, publica em manchete, mas destina mais espaço aos dois empresários de maior sucesso da região.
A imprensa do centro do país está ensinando jornalismo no Sul.





Época fura os gaúchos I

Tem sido assim nos últimos meses.
A imprensa gaúcha não consegue avançar um passo nas denúncias de corrupção e formação de quadrilha em torno da governadora Yeda Crusius.
Antes foi a Folha de S. Paulo.
Depois Veja.
Agora a revista Época.
Às 14h15min de ontem o site de Época divulgou trechos de gravações que confirmam o envolvimento de Yeda e gente próxima a ela nos escândalos.
A imprensa gaúcha está sendo sistematicamente furada nesse caso.
Algo de muito sério acontece nas redações do Rio Grande.
Há ótimos repórteres gaúchos. Bons editores também.
Em nenhum outro Estado se lê tanto como no Rio Grande do Sul. Três jornais estão no Top Ten de circulação do Brasil.
Não dá para se entender como a imprensa gaúcha está sendo furada em temas locais por veículos de fora.