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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Dois erros

Para o Diário do Grande ABC (Santo André, SP), a morte de um vereador é manchete.
Não há nada mais interessante na região?
Enquanto isso o Diário Catarinense (Florianópolis, SC) inventou um termo novo para quantificar o preço da gasolina: degrau.
Gasolina é escada?


quarta-feira, 6 de abril de 2011

O erro de concepção de um projeto gráfico


Donos de jornais adoram lançar novos projetos gráficos. Como um passe de mágica, acreditam que um novo grafismo vai alavancar vendas.

Engano típico de quem não entende de jornalismo.

O principal problema dos jornais é o modelo editorial, o estilo de jornalismo que se executa.

Fazer um projeto gráfico novo, como o Jornal do Commercio (Recife, PE), serve apenas para gastar um pouco de dinheiro, atrapalhar a vida dos diagramadores (que devem se adaptar aos novos padrões) e dar uma ilusão ao leitor de que o jornal está moderno - ilusão que termina em uma semana.

O JC precisa repensar sua forma de fazer jornalismo. Ou em breve estará na legião dos jornais tradicionais esquecidos.

Fácil e rápido


O Diário Catarinense (Florianópolis, SC) teve uma grande ideia, acessível a todos os jornais.

Se há uma boa notícia no campo da saúde, basta visitar qualquer posto de saúde de periferia para encontrar outra realidade.

O contraponto faz todo o sentido.

terça-feira, 5 de abril de 2011

História de primeira, foto melhor ainda


Existe um preconceito geral sobre casos de polícia. Há quem diga que histórias de sangue desqualificam um jornal.

Mas a verdade não é bem assim.

Os casos dramáticos mexem com a população, ocupam as mesas de bar. São retratos da sociedade, onde cada cidadão vive.

Por isso o Diário de Pernambuco (Recife, PE) acertou em cheio ao apostar cabeça, tronco e membros na chacina sádica promovida por dois jovens em suas ex-namoradas.

E a foto escolhida, de Julio Jacobina, é ótima.

Nota 10.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Mais realista que o rei

O jornal Zero Hora (Porto Alegre, RS) não resiste à tentação de ser nacional, de falar de assuntos que - em teoria - são nobres, dão prestígio, interessam às classes mais favorecidas.
O avião da Air France caiu no Atlântico há quase dois anos. A novidade é que os franceses encontraram mais destroços (notícia, aliás, que invadiu sites e TVs ontem à tarde).
Aí o diário gaúcho dá o tema em manchete!
Nem O Globo (Rio de Janeiro, RJ), esse sim um jornal carioca com atuação nacional, falou do assunto na capa. Isso que o voo partiu do Rio, com muitos turistas cariocas entre as vítimas.
Zero Hora quer ser maior do que realmente é. Mas se insistir com o erro de querer olhar o espectro maior que seus olhos, corre o risco de desagradar leitores.
É mais realista que o rei.


Que foto!


Não é preciso legenda para que a foto de capa do Diário de Santa Maria (Santa Maria, RS) funcione como um soco no estômago do torcedor do Inter local.

O rebaixamento após um vergonhoso 0 a 3 contra o Pelotas foi a gota definitiva.

A imagem, de rara sensibilidade, do repórter fotográfico Jean Pimentel é desde já candidatíssima aos prêmios anuais de fotografia jornalística.

A opção de publicá-la em PB foi mais que acertada.

Sensacional.

domingo, 3 de abril de 2011

A vantagem de se ter memória


Um dos grandes calos do jornalismo brasileiro é a falta de memória. Um fato que é manchete em um dia cai no esquecimento na semana seguinte - e ninguém lembra de suitar como se deve. Perdem-se aí ótimas matérias.

Há o vício de esperar o aniversário, para ver como fica. E aí foram-se 365 dias.

O Estado de Minas (Belo Horizonte, MG) lembrou do Caso Bruno e hoje conta como o goleiro detento vive dentro de uma penitenciária. Suas mordomias, seu jeito, seu futuro, e a convicção de seu advogado de que Bruno pode ser liberado nos próximos dias.

A propósito: que fim levou Mizael, advogado de Guarulhos acusado de assassinato e foragido?

Os jornais têm pouca memória.