
segunda-feira, 18 de julho de 2022
Os impressos que já nascem velhos

segunda-feira, 11 de julho de 2022
Dom e Bruno não foram esquecidos no The New York Times
Está na capa do The New York Times (Nova York, NY).
Os assassinatos de Bruno Pereira e Dom Philips não pode ser esquecido. Há um enorme negócio de pesca ilegal, desrespeito às terras indígenas, tráfico de drogas e grilagem de terra por trás das mortes.
A tragédia não pode ser esquecida, até que se conheçam os mandantes. Não os pequenos, os que apertaram o gatilho ou os que pagaram a estes. É preciso chegar no "andar de cima", na classe político-empresarial que autoriza a matança.
O NYTimes está fazendo a sua parte. Os brasileiros já parecem esquecer.
sexta-feira, 8 de julho de 2022
Em busca de novas receitas
Como a luta por novas receitas no mundo do jornalismo - principalmente digital - é algo que interessa a 10 entre 10 empresas de comunicação, coloco aqui dois vídeos de eventos em que fui convidado a dar opinião sobre o tema.
Pela repercussão que causaram, seguem o webinário sobre receitas de audiências para a ANJ (Associação Nacional de Jornais), ocorrido em Abril, e o Café com Aner, para a Associação Nacional de Editores de Revistas, em Junho.
Quando a fotografia brilha mais que o texto
terça-feira, 5 de julho de 2022
A bandeira virada
A festa de independência dos EUA ficou suja de sangue. O atentado de ontem foi uma vergonha.
O Chicago Sun-Times (Chicago, IL) captou o espírito.
Bandeira virada. Vida do avesso.
sexta-feira, 1 de julho de 2022
USA Today aposta em capa monotemática. De novo
Virou rotina.
O USA Today (McLean, VA), jornal nacional dos EUA - terceiro em circulação impressa - está gostando de apostar em um tema predominante em suas capas. Mesmo tendo formato standard.
Terça-feira foi assim.
Hoje outra vez.
Boa aposta.
quinta-feira, 30 de junho de 2022
A dura realidade para os impressos
Errar é humano. Insistir no erro é burrice.
Não há mais qualquer justificativa em se investir pesado em edições impressas e economizar em tecnologia - que favoreceria o digital.
Comprar rotativa, agora, é um primeiro e decisivo passo para o suicídio.
Não é preciso ter bola de cristal, basta olhar os números. O levantamento do NiemanLab e da Press Gazette, que o Poder 360 (Brasília, DF) publica hoje, indica queda de 81% na circulação dos maiores impressos dos EUA desde 2000. Só The Wall Street Journal (Nova York, NY), editado para o nicho de investidores, tem mais de 500 mil exemplares por dia. Em 2000 eram 10 diários superando essa marca.
No Brasil, como já vimos, a maior circulação (em DEZ/21) entre os grandes é a de O Estado de S. Paulo (SP), com pouco mais de 70 mil exemplares/dia. Hoje seguramente está abaixo desse número.
A mensagem é clara: os impressos devem ser vistos - e tratados - não mais como um produto de notícias, mas de análises, opinião, exclusivas. Isso requer maior dedicação, muito mais criatividade, periodicidade não necessariamente diária e um público mais exclusivo - e menor. Mas há um negócio por trás, basta entendê-lo.
O mais importante conselho que se pode dar é: não se deixe morrer pelo passado, pela nostalgia. Os tempos são outros. É preciso cabeça aberta e uma boa dose de ousadia.
PS: colaboração do colega Cláudio Thomas, ex-editor em jornais da RBS, que transformou-se em atento observador da mídia e hoje vive em Florianópolis


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