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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

O jornalismo no sense do Metro


Fica difícil de entender os critérios editoriais do Metro no Brasil.

Na edição do Rio (RJ) foto principal de Felipe Massa e manchete local.

Na edição de Curitiba (PR) fotão do Massa e só.

Na edição de São Paulo (SP) foto do piloto e mais imagens das equipes locais.

1. Massa não é líder do campeonato - está em oitavo. É um piloto fracassado que nunca ganhou um campeonato. Está na descendente, perto da aposentadoria.

2. A corrida foi em São Paulo.

3. Quem transmite o GP é a Globo. O Metro pertence à concorrente Band.

Realmente não é possível entender esse jornal.


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A Globo exagerou


O site-mãe das Organizações Globo - Globo.com - está ultrapassando as barreiras do bom senso.

Na ânsia de promover o enésimo Big Brother traz informações na capa que beiram o mau gosto. Ou já deixaram de beirar.

A informação "relevante", que pela arquitetura do site trata-se da terceira notícia mais importante, diz o seguinte:

Kamilla: "Eu uso minha roupa até ficar bem fedida".

Genial!

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Golaço do Extra


O assunto mais falado no Brasil desde domingo é a entrevista de Rosane Collor ao Fantástico, domingo. Não pelas revelações (aliás a entrevista foi muito fraca, a Globo deveria ter enviado um repórter melhor preparado para a conversa), mas pela reclamação da ex-primeira dama a respeito do valor da pensão mensal que recebe do ex-presidente Collor: R$ 18 mil.

Pois o Extra (Rio de Janeiro, RJ) foi até a cidade de Guaíba, no Rio Grande do Sul, para conversar com a outra Rosane Collor, uma anônima dona de casa.

O papo você confere aqui e nas páginas do jornal carioca.

Grande sacada do Extra. Curioso que os jornais gaúchos deixaram escapar esse golaço.

domingo, 15 de maio de 2011

Infografia não é decoração


A onda de infográficos revelando como - suportamente - foi a caça e o assassinato de Osama Bin Laden revoltou alguns estudiosos da comunicação.
Cada publicação criou a sua versão, nenhuma delas confirmada pelo governo dos EUA. Se não se conhece o fato, não é possível criar um infográfico. São obras de pura ficcção.
O portal UOL (SP) também tentou adivinhar os passos dos "Seal", mas trata-se de um exercício de adivinhação.
O presidente da Innovation Media Consulting, Juan Antonio Giner, e o editor de infografia da Editora Globo, Alberto Cairo, escreveram, então, as seis regras básicas que a infografia deve observar. O original está publicado no Nieman Watchdog.

1. O infográfico é, por definição, uma apresentação visual de fatos e dados. Por isso, nenhum infográfico pode ser produzido na ausência de informação confiável;

2. Nenhum infográfico deve incluir elementos que não estejam baseados em fatos conhecidos ou em evidências disponíveis;

3. Nenhum infográfico deve ser apresentado como sendo factual quando for ficcional ou baseado em suposições não confirmadas;

4. Nenhum infográfico deve ser publicado sem creditar suas fontes de informação;

5. Os profissionais de informação gráfica devem se recusar a produzir qualquer apresentação visual que inclua componentes imaginários desenhados para ter mais apelo ou ser mais espetacular. Os editores devem evitar fazer pedidos a artistas gráficos que não sigam as evidências disponíveis;

6. Infografia não é ilustração nem é arte. Infografia é jornalismo visual e deve ser regido por pelos mesmos standards éticos que se aplicam às outras áreas da profissão.





quarta-feira, 28 de abril de 2010

Um tiro com endereço certo


O Estado de S. Paulo (SP) está diferente hoje.

Conhecido por ser comedido em acusações, suspeitas e revelações, o conservador jornal paulistano hoje aposta em manchete em um suposto envio ilegal de dinheiro da Igreja Universal do Reino de Deus ao exterior.

A matéria é uma bomba, mesmo que a fonte seja doleiros protegidos por delação premiada.

Vai ter reação. A Folha de S. Paulo (SP) já sofreu todo tipo de acusações da IURD e respondeu em tribunal. A Globo também, com artilharia pesada da Record.

Essa briga promete. O tiro do Estadão acertou na testa da Universal.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Arruda foi preso, sim. Mas isso já se sabia

O governador do DF foi preso ontem à tarde.
Sua chegada à sede da Polícia Federal em Brasília abriu os telejornais de Globo, Record, Band e SBT.
A notícia foi capa ontem dos sites UOL, Terra, IG e Globo.com.
Algum leitor de jornal seria surpreendido pela notícia hoje pela manhã?
Difícil, talvez algum eremita.
Então tudo o que um bom jornal NÃO pode publicar é o fato da prisão, sem nenhum passo a mais.
Os jornais de Sul a Norte apenas ecoaram a prisão.
Nenhum fala que ao meio-dia Arruda já poiderá estar livre outra vez.
Nenhum destaca as reações, os "já vai tarde" das ruas de Brasília.
Nem o Correio Braziliense (Brasília, DF).
Um dia triste para o jornalismo brasileiro, na véspera da festa da alegria.







domingo, 2 de agosto de 2009

Globo.com na frente outra vez

Uma adolescente de 15 anos morreu em um vôo Panamá-São Paulo hoje.
Ela vinha da Disney, em uma excursão.
A Globo.com noticiou às 12h05min e imediatamente levou a nota à manchete.
A versão online do Estadão deu a notícia com pouco desta às 12h55min.
Até agora - uma hora depois de aparecer na Globo.com - Terra, UOL e IG desprezam a história.




sábado, 25 de julho de 2009

A vantagem de ser multimídia

Felipe Massa bateu nos treinos.
Algo saltou contra seu capacete.
Massa bateu. Está fora do GP da Hungria.
Todos os sites deram a notícia.
Todos deram as fotos das agências.
Só Globo.com tem o vídeo esclarecedor.












quinta-feira, 23 de julho de 2009

Sites sem agilidade

Os melhores sites do Brasil estão preguiçosos.
As manchetes dos quatro sites de maior audiência - Globo, UOL, Terra e IG - é o fechamento do dólar, o menor valor em 10 anos.
O que um leitor quer ver nessa hora é o comportamento da moeda nesses 10 anos.
Um gráfico.
Sim, apenas um gráfico.
Fácil de fazer. Ótimo para visualizar e entender.
Mas todos eles limitaram-se ao fato.
Curto e grosso.










quarta-feira, 15 de julho de 2009

A queda do Tupolev no Irã

Depois dos acidentes da Gol na Amazônia, da TAM em Congonhas e da Air France no litoral do Brasil, o tema acidente de avião está muito presente.
Quando cai um vôo, mesmo que no longínquo Irã, duas perguntas vêm logo à cabeça:
1. Há brasileiros entre as vítimas?
2. Que aeronave era, um Airbus?
Pois é, como a Airbus envolveu-se na maioria dos acidentes mais recentes (TAM e Air France), e outros incidentes menores, o brasileiro começa a ter medo de subir em um Airbus.
Só que 95% da frota da TAM - líder do mercado no Brasil - é Airbus.
Como a Internet é a mídia das respostas rápidas, é preciso ser muito direto em revelar as respostas àquelas duas perguntas do início.
OK, provavelmente não há brasileiros. A lista vai demorar para ser divulgada. E será muito difícil ter um brasileiro naquele vôo do outro lado do planeta.
Mas e a aeronave? Que aeronave era?
Só o globo.com respondeu que era um Tupolev logo no lead.
Ponto para globo.com.
Abaixo, pela ordem, globo.com, Terra, UOL, Estadão e IG.







domingo, 12 de julho de 2009

Por que Globo.com é o melhor portal do Brasil


Um portal que pretende ter breaking news como força de atração deve estar atento aos fatos just in time.
O GP da Alemanha de F1 faz o brasileiro sair mais cedo da cama aos domingos.
Faltam 3 voltas para terminar.
Para o UOL parece que a corrida ainda não começou.
No Terra, pouco destaque na capa.
Mas o Globo.com aposta pesado no tema do minuto.
Ponto para Globo.com.