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sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Meios de comunicação têm medo de assumir posição


Jornais nos EUA são claros ao assumir um lado em qualquer campanha eleitoral. Até para ser honesto com a audiência.

A tomada de posição é humana, existe, serve para defender ideias. Jornais são empresas, têm o direito de opinar também sobre os rumos do País, do Estado e da Cidade. Sem que isso interfira na isenção da reportagem, certamente.

Ou seja, The New York Times (Nova York, NY) e The Washington Post (Washington, DC) assumiram o voto na democrata Hillary Clinton, há dois anos, enquanto a rede Fox News defendia a eleição de Donald Trump. Isso tudo nos textos de Opinião, não no noticiário.

Sim, é difícil traçar essa linha divisória, mas ela é necessária. E nos EUA funciona bem.

No Brasil o jogo parece uma sucessão de mentiras que não servem a ninguém. A Rede Record (SP), por exemplo, é pró-candidato da extrema-direita (dito por seus funcionários), mas finge que é neutra. Folha de S. Paulo (SP) tende a defender o outro candidato, mas não assume.

Até que ontem a colaboradora e ex editora-executiva Eleonora de Lucena chutou o balde. Ela cobra, nas próprias páginas da Folha, que o jornal assuma a postura de uma opinião que já é disseminada no prédio e nas páginas - mas que os caciques têm medo de assumir.

Tem razão Eleonora.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Um tiro com endereço certo


O Estado de S. Paulo (SP) está diferente hoje.

Conhecido por ser comedido em acusações, suspeitas e revelações, o conservador jornal paulistano hoje aposta em manchete em um suposto envio ilegal de dinheiro da Igreja Universal do Reino de Deus ao exterior.

A matéria é uma bomba, mesmo que a fonte seja doleiros protegidos por delação premiada.

Vai ter reação. A Folha de S. Paulo (SP) já sofreu todo tipo de acusações da IURD e respondeu em tribunal. A Globo também, com artilharia pesada da Record.

Essa briga promete. O tiro do Estadão acertou na testa da Universal.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Arruda foi preso, sim. Mas isso já se sabia

O governador do DF foi preso ontem à tarde.
Sua chegada à sede da Polícia Federal em Brasília abriu os telejornais de Globo, Record, Band e SBT.
A notícia foi capa ontem dos sites UOL, Terra, IG e Globo.com.
Algum leitor de jornal seria surpreendido pela notícia hoje pela manhã?
Difícil, talvez algum eremita.
Então tudo o que um bom jornal NÃO pode publicar é o fato da prisão, sem nenhum passo a mais.
Os jornais de Sul a Norte apenas ecoaram a prisão.
Nenhum fala que ao meio-dia Arruda já poiderá estar livre outra vez.
Nenhum destaca as reações, os "já vai tarde" das ruas de Brasília.
Nem o Correio Braziliense (Brasília, DF).
Um dia triste para o jornalismo brasileiro, na véspera da festa da alegria.







sábado, 29 de agosto de 2009

Bairrismo gaúcho

A Rede Record mudou de diretor no Rio Grande do Sul.
E resolveu tratar do assunto como se fosse a eleição do governador do Estado.
Esse bairrismo não leva a nada, só à diminuição do número de leitores.
Errou feio o Correio do Povo (Porto Alegre, RS).

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A Record errou o bote

A Rede Record utilizou 14 minutos de seu noticiário em horário nobre ontem para atacar a Rede Globo.
A Globo teria utilizado 10 minutos para noticiar o processo contra líderes da Igreja Universal - fato que foi capa da Folha de S. Paulo terça-feira.
Mas quem acusa o bispo Edir Macedo e mais oito cúmplices não é Globo, mas a Justiça.
A Record deveria se preocupar em defender-se ante a Lei, não ao telejornal concorrente - que tem muito maior audiência.
Isso não é jornalismo.
Errou feio a Record.
Errou de alvo.
E o processo segue firme e forte.






terça-feira, 11 de agosto de 2009

JN exemplar

Os interesses da Rede Globo são conhecidos.
A concorrência com a Rede Record também.
Por isso uma cobertura equilibrada sobre a ação que atinge o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus é mais que bem-vinda.




E, seguindo a cartilha do bom jornalismo, abriu espaço para a defesa.

A Folha furou a concorrência

Um grande jornal vive de grandes reportagens.
A exclusiva é tudo o que o jornal pretende ter.
A manchete da Folha de S. Paulo (SP) é um furo que repercutiu durante o dia inteiro.
No Brasil e no mundo.
Detalhe: a Universal é dona da Rede Record e dos jornais Hoje em Dia (Belo Horizonte, MG) e Correio do Povo (Porto Alegre, RS).