Imprima essa Página Mídia Mundo

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

No Canadá a melhor capa dos EUA e de Cuba


Sim, The Globe and Mail (Toronto, Canadá) é o principal jornal de um país onde o Irma não passou. Mas andou perto.

Não importa. O Globe soube entender o drama da Floria e de Cuba e foi a melhor publicação sobre o fenômeno da natureza.

A foto de Havana e a aposta monotemática da capa ensina a americanos (e cubanos) como tratar de uma grande aposta.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Sutil e elegante


El Espectador (Bogotá, Colômbia) é certeiro ao falar da chegada do Papa Francisco ao país.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

A realidade e a desculpa esfarrapada


Nada menos do que 84 bairros da Grande Goiânia estão sem água. A incompetência dos órgãos que controlam a distribuição de água é tanta que até a versão oficial é pífia, como mostra a manchete de O Popular (Goiânia, GO).

Mas o jornal goiano foi inteligente e antes da manchete colocou a informação pura e simples: não tem água nas torneiras dos bairros listados.

Funcionou.

O efeito mostra que a Saneago está administrada por burocratas - e que em suas casas a água jorra. Um jornal precisa sentir os problemas dos leitores. O Popular acertou.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Jornais na contramão do bom jornalismo

Por um dia - pelo menos - o interior do Paraná ensinou critérios de bom jornalismo ao Brasil.

Ontem, o Londrina (equipe da Série B) eliminou o Cruzeiro (da Séria A) e classificou-se para a final da Copa da Primeira Liga - um torneio menor, é verdade, tanto que as grandes equipes jogam com formações reservas.

Para Londrina, pode ser um feito. Para o resto do Brasil, não. Mais: jogo disputado na manhã de domingo, com TV. Ou seja, importância no fim da fila.

Aí Nosso Dia (Londrina, PR), o popular da cidade, publica apenas uma chamadinha na capa. Afinal é notícia velha e de pouca importância. Mas Super Notícia (Belo Horizonte, MG), o popular de Minas, dá em manchete! Como explicar?

Mais: Folha de Londrina (Londrina, MG) publica como "classificação heroica", que realmente foi. É um feito para a cidade, justo comemorar. Mas como explicar o enorme espaço que Estado de Minas (Belo Horizonte, MG) e O Tempo (Belo Horizonte, MG) também dão ao jogo em que os reservas do Cruzeiro deixaram escapar a classificação faltando 10 minutos para terminar? Não se entende.

Na mesma linha os gaúchos estão perdidos. Diário Gaúcho (Porto Alegre, RS) e Zero Hora (Porto Alegre, RS) dedicam espaço nobre nas capas de hoje ao jogo do Grêmio. Disputado sábado...

Esse é o caminho para acelerar o desaparecimento dos jornais. Que pena.







quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Uma campanha precisa ter continuidade


O Globo (Rio de Janeiro, RJ) está lançando o evento "Reage, Rio!", uma forma de discutir com especialistas as saídas para superar a crise.

Ótima ideia, uma empresa produtora de conteúdos tem, entre outras, essa função, de melhorar a vida de sua audiência.

Só que isso não pode acabar apenas em dois dias de evento. Uma campanha liderada por uma marca líder precisa ter continuidade. Um carimbo. Uma cobrança.

O carioca está cansado de não ter alternativas, de não ser escutado. O Globo tem todas as condições de liderar esse movimento. Mas só obterá resultados práticos se o "Reage, Rio!" estiver na boca do povo. Se para toda e qualquer matéria sobre a crise o selo for publicado.

Se a iniciativa for apenas um evento de dois dias, terá sido tempo perdido.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Preto e branco, para ganhar força


As fotos da principal matéria de capa do The Washington Post (Washington, DC) estão em preto e branco. Falam de morte. Chocam.

Não é porque as rotativas têm possibilidade de rodar full color que os jornais precisam obedecer essa máxima. O P&B surpreendeu. E fez a capa chamar a atenção.

Muitas vezes o departamento de arte não entende o que tem nas mãos. Não é o caso do WPost.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Chico é Chico


Talvez o verdadeiro valor de Chico Buarque para a cultura brasileira só seja reconhecido quando o maior compositor da MPB morrer. Isso costuma acontecer no Brasil.

Por isso é louvável que pelo menos o Estado de Minas (Belo Horizonte, MG) tenha se dado conta que o lançamento de um album por Chico não é um mero detalhe: é, possivelmente, o fato do ano no mercado musical.

Verdade que a manchete logo abaixo da foto do artista pegou mal. A edição forte merecia algo mais integrado.

Pena que outros jornais preferiram apostar em tragédias no exterior em vez da valorização de Chico. Perdem os leitores.