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sexta-feira, 26 de julho de 2019

O prazer de se ler um jornal


No aniversário da imigração alemã no Rio Grande do Sul, edições de luxo dos jornais NH (Novo Hamburgo, RS) e VS (São Leopoldo, RS).

Só desenhos, produzidos por artistas locais.

Nenhuma foto.
Atitudes como esa resgatam o prazer de se ler jornal.

Golaço dos jornais do Grupo Sinos. Os leitores agradecem.


quarta-feira, 24 de julho de 2019

Cinco visões sobre Boris


Os ingleses estão ainda tentando entender o que será o governo Boris Johnson.

Mas enquanto The Daily Telegraph (Londres, UK), The Guardian (Londres, UK), The Times (Londres, UK) e Evening Standard (Londres, UK) usam a fórmula de sempre título+foto+texto, The Independent (Londres, UK) já interpreta os próximos 100 dias.




quinta-feira, 18 de julho de 2019

O passado é atual



O conceito de um impresso tem evoluído muito. Já não é possível afirmar que um jornal é feito de "notícias frescas".

Nas edições de HOJE, The New York Times (Nova York, NY), USA Today (McLean, VA) e Clarín (Buenos Aires, Argentina) apostam em ótimas reportagens sobre temas que já passaram.

O incêndio na Notre-Dame (2019), o atentado à AMIA (1994) e a chegada do homem na lua (1969).

Jornalismo puro.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Capa-pegadinha


A capa do Metro (SP) está linda, com essa foto de Sebastião Salgado, né?

Nem tanto.

O jornalismo pode tudo, menos enganar o leitor. Sebastião Salgado não está "no coração da selva", como diz a chamada. Ele esteve em Serra Pelada quando havia o "formigueiro humano", na década de 80. Há 30 anos o cenário nessa localidade do Pará é bem diferente.

A foto pertence a uma exposição do fotógrafo. OK. Essas fotos já circularam em outras exposição de Salgado.

A saída para o jornal seria deixar bastante claro que trata-se de uma exposição - e não de uma imagem atual.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Muda a embalagem, mas o conteúdo segue envelhecido


Não há sensação pior a um consumidor do que se sentir enganado. Por exemplo, quando o chocolate ruim muda o rótulo e avisa que agora o sabor está melhor - mas a sensação é de chocolate velho, o mesmo de antes - a decepção é grande.

Quando se anuncia aos leitores uma mudança de projeto gráfico e editorial, alinhado com os desejos da audiência, se espera que vícios de um jornalismo antigo e surrado desapareçam. Mas não é o que acontece com o Zero Hora (Porto Alegre, RS).

Ontem foi apresentado o novo projeto gráfico de ZH (na verdade um lifting, uma evolução de mudanças recentes) e anunciado em 5 páginas, com alegadas enormes novidades.

Hoje, a chamada para um acidente de trânsito que ocorreu no final da manhã de ontem em Novo Hamburgo - e que matou uma família é...."Família morta em acidente". Como é?

Qual leitor do jornal gaúcho ficou sabendo somente hoje do acidente, sendo que a tragédia foi bombardeada pelo próprio site de ZH, redes sociais, rádios do grupo RBS e pela TV durante todo o dia de ontem? Por que um jornal que se considera inovador escorrega em atitudes antigas como essa, mesmo horas depois de anunciar mudanças e modernidades?

Possivelmente a embalagem se renova, mas os cozinheiros do chocolate seguem os mesmos, mantêm velhos hábitos. Está no DNA.

Cerca de 40 quilômetros de Porto Alegre, o Jornal NH (Novo Hamburgo, RS), ensina como um impresso deve se comportar depois de uma notícia que envelheceu. O mesmo acidente, mas com um pouco de inteligência por trás.

PS: nos bastidores do Vale dos Sinos, se diz que o Jornal NH está trabalhando também em um novo projeto gráfico. E pelo que se vê na capa de hoje, ao menos o conceito de modelo editorial do impresso, da pós-notícia, está bem encaminhado.


sábado, 6 de julho de 2019

Criatividade é a palavra-chave


É muito chato ler tudo o que deputados escrevem. Principalmente para a reforma da previdência.

Por isso a missão dos meios de comunicação é traduzir para que todos entendam o "milagre" que poderá render quase R$ 1 trilhão.

O Jornal do Commercio (Recife, PE) inventou uma narrativa super inovadora. Um jogo. Passo a passo. E publicou na capa.

Bingo!

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Jornal, a caminho de ser revista


Os jornais estão caminhando para se transformarem em revistas diárias. Menos breaking news (que estão nas mídias mais ágeis), mais análises. E fundamentalmente maior cuidado gráfico na apresentação dos conteúdos.

Um exemplo? A foto de capa da Folha de S. Paulo (SP), de Karime Xavier. A dona do restaurante em São Paulo poderia aparecer atrás de um balcão, ou cozinhando. Mas não, há produção, inteligência, na imagem. E ação, com as sementes no ar.

Os repórteres-fotográficos entenderam esse novo espaço que se abriu. É preciso trazer um "capa de revista" por dia.

Ganha o leitor.

Perde que ainda não entendeu que o mundo editorial mudou.