





A CEO Renata Afonso saiu na semana passada, sentindo o clima pesado na emissora - onde as contas não fecham e a carga de anúncios deverá ser reduzida com a troca de governo. Hoje (quinta-feira) fechou a sucursal do Rio de Janeiro e já são mais de 100 demissões.
Monalisa Perrone, Sidney Rezende e Gloria Vanique são alguns dos ex-globais que perderam o emprego nas últimas horas.
Quando uma empresa jornalística decide reduzir custos cortando as cabeças que fazem a diferença, o caminho para o fechamento fica mais curto.


O popular Expresso da Informação (Rio de Janeiro, RJ), popular do Grupo Globo, saiu de circulação na semana passada. É a morte de um jornal que nunca aconteceu, na verdade.
Com mais de 10 anos, o Expresso nasceu para bater de frente com o irreverente Meia Hora (Rio de Janeiro, RJ), posicionando o Extra na mesma faixa de O Dia, e assim reinando absoluto como generalista com O Globo no Rio. A ideia até funcionou como posicionamento, mas não como produto. Nunca conseguiu pagar suas contas.
Expresso era produzido por uma pequena equipe que reaproveitava matérias do Extra, editando em formatos compactos. Tudo para que o tabloide chegasse às ruas com poucas páginas e em formato tabloide - e assim mais barato. Mas não é fácil competir nas bancas.
O último exemplar do Expresso circulou semana passada.

O principal motivo para a queda livre dos jornais impressos é a falta de relevância. Os editores acreditam que ainda estão em 1990, quando a notícia da véspera precisava ser destacada. Digital? Não existe. TV? Também não.