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sábado, 25 de maio de 2013

Dois exemplos para não se copiar


A capa é o cartão de visitas de um jornal.

A manchete é o foco da capa.

O destaque da manchete é aquilo que vai chamar a atenção do leitor.

O Diário da Manhã (Goiânia, GO), provavelmente por motivo estético de equilibrar as linhas, dá destaque às palavras "micro" e "pequenos". Mas o termo forte vem lá no final: revoltados. Ou seja, o destaque não chamou a atenção de ninguém.

O Jornal de Brasília (Brasília, DF) reproduz uma frase do assessor de um ministro. Mas descontextualizada a frase não quer dizer nada mais que o trecho de uma canção. Não funciona.

São dois exemplos que podem ser usados para mostrar como não se deve fazer uma capa.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Ficou fácil editar jornal inglês


Ontem foi o assassino. Hoje é a vítima.

Todos os jornais são muito iguais no Reino Unido.




quinta-feira, 23 de maio de 2013

Faltou a grande capa


Dez de cada dez ingleses ficaram impressionados com um detalhes nas imagens chocantes do assassinato do soldado britânico, ontem.

Está nas capas de todos os jornais.

A mão ensanguentada.

Essa era a grande imagem, no entanto nenhum jornal deu close na mão do assassino.

Seria a capa do dia.











Para embrulhar peixe


O que faz o popular Nosso Dia (Londrina, PR) publicar quinta-feira uma informação de domingo?

Nem se a foto da Mulher Moranguinho ganhar vida o jornal vai conseguir explicar tamanho descompromisso com a informação.

A volta da foto calhau


Foram cassados prefeito e vice da pequena Carmo do Rio Claro, em Minas Gerais.

O que fez a Folha da Manhã (Passos, MG)?

Publicou foto turística da cidade, uma linda imagem aérea da igreja em primeiro plano e a vila ao fundo.

Extremamente informativo...

Se não há informação útil, para que publicar a foto?

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Os iguais e o melhor


Fazer bem um jornal também é saber editar a melhor foto.

O The New York Times (Nova York, NY), de novo, foi o melhor na cobertura do tornado de Oklahoma. Impressionante a diferença da qualidade de sua foto (da Associated Press).

Neste caso, a imagem aérea informa mais que a emoção de quem centrou a cobertura em personagens.









O Estadão acertou?


Dr. Ruy foi um personagem. Para a história do Estadão e para o jornalismo brasileiro.

Mas o universo de leitores de O Estado de S. Paulo (SP) não é feito apenas de jornalistas e de funcionários da empresa.

Logo, a capa quase monotemática dedicada ao Dr. Ruy, morto ontem, é típica dos jornais de província, algo que se praticava nos anos 50. Não combina com o no de 2013.

Por mais que se tente explicar, exagerou o Estadão.