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quinta-feira, 9 de junho de 2022

O Globo leva prêmio do INMA


O Globo (Rio de Janeiro, RJ) foi o grande vencedor brasileiro nos Prêmios INMA (International News Media Association) 2022. A competição reconhece ideias e iniciativas de veículos de comunicação em busca de audiência, novas receitas, engajamento, criatividade e fundamentalmente boas ideias. 

O Globo venceu na categoria Melhor Ideia para Engajar a Audiência, entre marcas nacionais, com o projeto O Globo LGBTQIAP+, de 28 de Junho de 2021, que até mexeu no logo do diário carioca.

Os brasileiros costumam ganhar reconhecimento no INMA, mas dessa vez só O Globo, Valor Econômico (SP) e Editora Globo (SP) tiveram alguma menção.

Os vencedores aqui.



Os números da publicidade no Brasil


O primeiro trimestre movimentou R$ 3,45 bilhões em publicidade no Brasil, segundo o CENP (Conselho Executivo das Normas-Padrão).

A primeira conclusão não é boa: proporcionalmente, o volume caiu, em relação ao ano passado (apenas 17,5% do total de 2021). Mas como o investimento em publicidade é sazonal, o número está dentro do esperado para os meses de janeiro, fevereiro e março - quando tradicionalmente o investimento cai, pela ressaca do fim do ano.

Houve um significativo crescimento em mídia exterior e em TV por Assinatura. Mas ainda será preciso esperar os novos balanços, na metade do ano, para se entender o comportamento real.


A comparação do gráfico não é científica. São os valores consolidados de 2021 (apenas os percentuais por mídia) em azul e os percentuais do primeiro trimestre de 2022 - em verde. Mas serve para se tirar as primeiras conclusões.


PS: do Facebook de José Maurício Pires Alves


domingo, 29 de maio de 2022

Para isso servem os impressos


Essa é a capa do caderno Sunday Review, do The New York Times (Nova York, NY).

A mesma frase, repetida após cada tragédia provocada por um atirador maluco nos EUA. Consequência da política armamentista dos Estados Unidos (e copiada em alguns países da América Latina, como o Brasil).

Genial. Para não deixar dúvidas.

PS: contribuição do meu filho Victor, sempre atento às novidades no mundo das comunicações

quinta-feira, 26 de maio de 2022

Faltou sensibilidade


A capa do Abilene Reporter-News (Abilene, TX) vai entrar para a história como uma das grandes infelicidades do jornalismo.

Justo no dia em que impressos do mundo inteiro prestam homenagem às crianças mortas por um atirador doido no Texas, o diário publica fotos de jovens fortes, bonitos, alegres. São os formandos da universidade local.

OK, é uma tradição do impresso divulgar o rosto dos formandos, mas não precisava ser no dia seguinte à tragédia no mesmo Texas.

Sensibilidade zero em Abilene.

Sem perder a elegância jamais


A tragédia dos meninos assassinados na escola do Texas é tão dura que alguns impressos preferem uma homenagem elegante às fotografias.

Los Angeles Times (Los Angeles, CA) e Toronto Star (Toronto, Canadá) dão uma aula de grafismo.

Simples e eficiente.

 

Diários pautados por agências


As crianças assassinadas por um atirador maluco no Texas merecem todas as homenagens do mundo. Mas é estranho que jornais de todo o planeta publiquem suas fotos em primeira página - o que escancara o poder que as agências de notícias têm na linha editorial e nas escolhas dos impressos.

Mais do que justo que The Dallas Morning News (Dallas, TX) publique as fotos, afinal são crianças da região. As escolhas de The New York Times (Nova York, NY) e The Wall Street Journal (Nova York, NY) também fazem sentido, uma vez que o caso mexeu com todos os Estados Unidos.

Mas o que justifica El País (Madri, Espanha), Yedioth Ahronoth (Tel Aviv, Israel), La Stampa (Turim, Itália) e La Repubblica (Roma Itália) publicarem as fotos das crianças, se em cada países há tragédias como essa e os jornais ignoram as vítimas? Chama-se agências de fotografias. As fotos chegaram. Os conteúdos, monitorados pelas agências internacionais, cobriram bem. Virou o tema do dia. Simples assim.


 

quarta-feira, 25 de maio de 2022

Jornalismo em seus melhores momentos


Na era do jornalismo irrelevante, onde os impressos não conseguem entender a necessidade de ir além da notícia que já aconteceu, é digna de aplausos a capa do Le Monde (Paris, França), com a investigação sobre um campo de prisioneiros na China. A matéria é ótima, a capa ainda melhor - com as fotos dos personagens.

O Ocidente tem dificuldades de entender como algumas atrocidades acontecem. Le Monde explica, para que ninguém tenha dúvidas das barbáries de alguns regimes totalitários.