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sexta-feira, 29 de julho de 2022

Se hay presidente, soy contra

É unanimidade.

Ninguém mais aguenta o presidente do Peru, Pedro Castillo.

Ontem o chefe do executivo fez um discurso, pelo dia nacional, e ninguém entendeu nada. Ele fugiu dos temas da agenda, que provocam sua queda acentuada de popularidade.

La Republica (Lima, Peru), El Comercio (Lima, Peru) e Correo (Lima, Peru) não perdoaram.


 

terça-feira, 26 de julho de 2022

A foto que não devia estar ali


O que fez El País (Madri, Espanha) publicar uma foto de um atleta sueco na capa?

Talvez o calor escaldante da Espanha tenha atrapalhado o planejamento. Não há outra explicação.

Verdade, foi recorde no Mundial. Mas um sueco? Não havia nada melhor para publicar?

A capa é nobre. Ali vai o melhor do melhor. Nessa caso se considerou a estética, mas não a relevância.

A foto, realmente, não deveria estar ali.

quinta-feira, 21 de julho de 2022

Exagero no No-News


Uma notícia é mais ou menos importante, mais ou menos relevante, devido a uma série de motivos: o principal é o incomum. Ou seja, se algo está "fora da curva", se fugiu da lógica, pode ser notícia. E seu impacto sobre a audiência sobe a régua sobre a relevância.

Um avião com problemas técnicos, que retorna ao aeroporto de origem e descarrega o combustível antes é uma manobra de segurança da aviação. Não chega a ser algo incomum. O piloto seguiu o protocolo e pousou de volta, de maneira eficiente, com os passageiros em condições perfeitas.

Notícia seria o pouso "de barriga", passageiros feridos, enfim, um "incidente". A manobra, como ocorreu, foi perfeita.

Por isso dedicar a manchete do impresso para esse fato é um exercício exagerado de "no-news" do Estado de Minas (Belo Horizonte, MG). Erro de avaliação, sem dúvidas.

É claro que os passageiros ficam nervosos, afinal estão nas alturas. Mas o fato não mereceria manchete de um grande impresso brasileiro.

terça-feira, 19 de julho de 2022

Mensagem subliminar


Talvez tenha sido apenas uma coincidência. Quem sabe um momento de humor de alta qualidade, aliado à crítica. Ou ainda muito pelo contrário, um absoluto "nada a ver".

O Correio do Povo (Porto Alegre, RS), impresso gaúcho pertencente ao Grupo Record (leia-se Igreja Universal do Reino de Deus), cometeu uma fantástica analogia entre texto e foto na capa de hoje.

A manchete fala de mais uma bravata do Presidente da República, críticas sem sentido outra vez. A foto principal, logo abaixo, é de duas vacas. A boiada dentro de uma Kombi. 

Impossível não relacionar manchete e fotografia.

Genial!


PS: alerta do sempre atento GT, garantia de inteligência e bom humor permanentes

segunda-feira, 18 de julho de 2022

Opinião na capa


Para que serve um impresso, em tempos de mídia digital?

Sem dúvidas, uma de suas funções é ajudar o leitor a pensar. Menos notícias, mais análises, opinião de qualidade.

Por isso a edição internacional do The New York Times (Londres, UK) publica uma coluna de Paul Krugman na capa. Sim, está na cesta dos principais produtos do dia. Por isso, espaço nobre.

É preciso não ter medo e entender a audiência.

Os impressos que já nascem velhos

De novo?

Os impressos de Porto Alegre realmente ainda não entenderam que o mundo é digital. E não por falta de aviso.

Como explicar que Correio do Povo (Porto Alegre, RS), Zero Hora (Porto Alegre, RS) e Diário Gaúcho (Porto Alegre, RS) circulem em plena segunda-feira com grandes fotos nas capas obtidas....sábado?

Não tem explicação. É erro de avaliação, mesmo. Não se conectar com o leitor. Ignorar que a audiência já conhece os resultados de futebol, que viu os gols muitas e muitas vezes. E que hoje é dia de pensar no futuro, não no passado.

Lamentável.

 

segunda-feira, 11 de julho de 2022

Dom e Bruno não foram esquecidos no The New York Times


Está na capa do The New York Times (Nova York, NY).

Os assassinatos de Bruno Pereira e Dom Philips não pode ser esquecido. Há um enorme negócio de pesca ilegal, desrespeito às terras indígenas, tráfico de drogas e grilagem de terra por trás das mortes.

A tragédia não pode ser esquecida, até que se conheçam os mandantes. Não os pequenos, os que apertaram o gatilho ou os que pagaram a estes. É preciso chegar no "andar de cima", na classe político-empresarial que autoriza a matança.

O NYTimes está fazendo a sua parte. Os brasileiros já parecem esquecer.