Imprima essa Página Mídia Mundo

sábado, 26 de maio de 2018

Como falar da crise com alguma criatividade


Três bons exemplos de como contar o movimento dos caminhoneiros de forma diferente.

Estado de Minas (Belo Horizonte, MG) usa a capa para contextualizar, contar uma história do início ao fim.

O Estado de S. Paulo (SP) vai pela explicação, o Por Que - com uma ótima foto da Ceagesp vazia.

Já o Diário Catarinense (Florianópolis, SC) mostra a consequência literalmente nas costas da população.

Os três encontraram uma saída para fazer a edição de papel do dia seguinte ser relevante.




quarta-feira, 23 de maio de 2018

RIP Alberto Dines


Alberto Dines morreu ontem, levando junto uma boa dose de criatividade.

Como exemplo, dois golaços de Dines no tempo em que era editor-chefe do Jornal do Brasil (Rio de Janeiro, RJ).

À esquerda, o dia em que a censura proibiu que a morte de Salvador Allende fosse manchete: o jornal saiu sem manchete.

À direita, no dia do AI-5 as mensagens subliminares como a previsão do tempo (Tempo negro. Temperatura sufocante. O ar está irrespirável. O país está sendo varrido por fortes ventos. Max: 38 graus, em Brasília. Min: 5 graus, nas Laranjeiras.

Descanse em paz, Dines.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Como ir além da notícia


Não é muito difícil enxergar mais além da linha conservadora. Basta pensar um pouquinho.

Foi o que fez O Povo (Fortaleza, CE) ao tratar da consequência do ato de regulamentação dos aplicativos. Para o leitor, o transporte ficará mais caro.

Já o Diário do Nordeste (Fortaleza, CE) prefere a velha maneira de se fazer jornalismo: publica-se o fato apenas. Dá menos trabalho e ninguém se compromete.

Só que o leitor já deu o seu recado: abandonou as bancas e vem cancelando assinaturas. Esse jornalismo não interessa mais.

Delírio de editor


O que é o jornal Metro?

Um gratuito distribuído em esquinas, que costuma tratar de problemas da cidade, prioritariamente.

O que faz hoje o Metro de São Paulo (SP)?

Se considera gigante, um jornalão, e crava uma manchete...da Coreia do Norte.

Bola fora total. Delírio de um editor sem manchete na hora do fechamento. E curioso que nenhuma das demais edições do Metro no Brasil enveredou por esse lado.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

O atraso dos jornais de Porto Alegre


Inacreditável o que TODOS os jornais de Porto Alegre (exceção ao Jornal do Comércio, de economia) fazem por convicção: enganam o leitor, como se o domingo não existisse - mesmo sendo Dia das Mães.

O clássico Gre-Nal aconteceu sábado, às 16h. Terminou pouco antes das 18h. Entre o fim do jogo e o primeiro exemplar de qualquer um dos quatro jornais da cidade chegar às bancas hoje passaram-se, pelo menos, 36 horas.

Diário Gaúcho (Porto Alegre, RS), Zero Hora (Porto Alegre, RS), Correio do Povo (Porto Alegre, RS) e Metro (Porto Alegre, RS) se equivocam em grupo. Um faz porque o outro também faz. Nenhum circula domingo, por isso pretendem determinar a relevância de um tema dois dias depois. Lamentável.

PS: O Diário Gaúcho ainda chega a cometer a infeliz manchete "Gre-Nal do Atraso". Com o perdão da sinceridade, o atraso é do Diário Gaúcho!

quarta-feira, 9 de maio de 2018

O jornal-arara


Tente entender a paleta de cores que O Estado de Mato Grosso do Sul (Campo Grande, MS) utiliza na capa. São tantos elementos coloridos que fica difícil prestar atenção em qualquer um.

Pergunte ao diretor de arte do jornal o motivo para tanto carnaval. Possivelmente a resposta vai ser vazia, alguma justificativa por um modelo gráfico mal feito.

Já passou da hora de O Estado respeitar seu leitor e propor um novo projeto gráfico. Antes que seja tarde.

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Bom e mau exemplos


O que fazer para tratar um tema nacional (o desabamento de São Paulo) com relevância local?

A Gazeta (Vitória, ES) trabalha bem, falando das famílias em situação semelhante, de risco, na cidade.

O Liberal (Belém, PA) ensina como não se deve fazer. Trata o tema como uma notícia, utilizando só material de agências, como se seu leitor desconhecesse o fato.