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quinta-feira, 11 de abril de 2019

Criatividade para salvar o impresso


Que o impresso está em crise, não há discussão. Mas o que os jornalistas deveriam fazer, em primeiro lugar, é justificar a existência do impresso. Não mais como reprodutor de breaking news, mas como refinador de conteúdo.

Algo como fez o Jornal NH (Novo Hamburgo, RS) ao dedicar capa monotemática à tragédia da pequena Estância Velha. Bem diferente do que cometeu Diário Gaúcho (Porto Alegre, RS), que fez exatamente o que não deveria fazer (alguém do RS hoje ignora o duplo assassinato da manhã de ontem?). E mais ou menos o que tentou Zero Hora (Porto Alegre, RS), que focou no drama da família. Mas escondeu na capa, dominada pela alegria do futebol.

Ou o impresso adota a política editorial semelhante à da capa do Jornal NH, ou o caminho para a morte está traçado.


terça-feira, 9 de abril de 2019

O Rio de Janeiro não está tão lindo assim


No mesmo dia o carioca precisou conviver com a notícia de que o Exército fuzilou um músico, sem explicações, e que São Pedro castigou a cidade com uma chuva impressionante.

O sempre criativo Extra (Rio de Janeiro, RJ) fez uma capa sensacional na primeira edição (ESQ), mas mudou para registrar a força das águas na terceira edição.

O Dia (Rio de Janeiro, RJ) registou 80 furos de bala na capa. Meia Hora (Rio de Janeiro, RJ) e Metro (Rio de Janeiro, RJ) preferiram as palavras, em um dia de poucas palavras e muito sofrimento.




sexta-feira, 5 de abril de 2019

A inteligência e o apelo


Sexta-feira de surpresas nos impressos brasileiros.

Se o Extra (Rio de Janeiro, RJ) foi - uma vez mais - genial, em colocar aposentados - especialistas em bancos - para avaliar o banco (de reservas) do Flamengo, o Super Notícia (Belo Horizonte, MG) exagerou.

O líder de venda avulsa, de R$ 0,50 nas bancas, está apelando para um palavreado além do razoável, que causa um pouco de vergonha a quem compra um exemplar.

Não precisava.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Hora de rever princípios editoriais


O Globo (Rio de Janeiro, RJ) é, provavelmente, o veículo brasileiro que melhor entendeu as necessidades editoriais de cada uma de suas plataformas - e o convívio positivo de todas elas. Por isso tem uma redação integrada. Por isso um mesmo grupo comanda as apostas em impresso, digital, vídeo.

É estranho, portanto, o diário carioca rasgar seus acordos e apostar na manchete do Flamengo (na Taça Rio). Mais ainda, ser o mais informativo possível: Nos pênaltis, Fla vence Vasco e ergue a Taça Rio.

Sem ir além, sem exercer sua melhor característica: a criatividade.

Por um dia, O Globo voltou à década passada. Que volte logo a 2019.

sexta-feira, 22 de março de 2019

Seis exceções honrosas


Correio Braziliense (Brasília, DF), Extra (Rio de Janeiro, RJ), Super Notícia (Belo Horizonte, MG), Metro (SP), O Popular (Goiânia, GO) e Diário Catarinense (Florianópolis, SC) respeitam o leitor.

Eles - e somente eles - pensaram um pouco e consideraram que a notícia da prisão de Temer era velha para a manhã de hoje. E deram um passo a mais.

Basta raciocinar um pouco e a solução aparece.

Sem isso os jornais caminham para a beira do abismo. São desnecessários.




Jornais que não servem para nada




Michel Temer foi preso ao meio-dia de ontem, aproximadamente.

Quem quis hoje contar ao leitor que o ex-presidente foi preso, como se fosse uma notícia "parem as máquinas" esqueceu em que ano estamos.

Para os jornais que aparecem nesse post, Internet, rádio, TV, redes sociais e convívio social não existem.

Uma prova viva de como os jornais no Brasil estão se tornando descartáveis e desnecessários.

Não avançam. Não ousam. Nada.









sexta-feira, 8 de março de 2019

O Globo vai além da informação


Se alguém ainda não viu o Projeto Celina, de O Globo (Rio de Janeiro, RJ), não sabe o que está perdendo.
Como um meio de comunicações pode - e deve - tomar partido em temas relevantes da sociedade.