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sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Há algo podre no reino da Brasilândia...


O Ministério Público fez a maior devassa nas contas e rastros do senador Flávio Bolsonaro, filho do Presidente da República. Para o MP, não há dúvidas de que há crimes de lavagem de dinheiro, por exemplo.

Pior, o senador seria o "chefe da quadrilha", comandada pelo "sumido" Fabrício Queiroz.

É a maior acusação contra a família Bolsonaro desde o início do governo. Onde está isso nas capas dos jornalões?

O Globo (Rio de Janeiro, RJ) e Folha de S. Paulo (SP) falam em manchete, mas sem muita convicção.

O Estado de S. Paulo (SP) esconde o fato, comemora geração de empregos, além da foto do presidente sorrindo de Papai Noel.

Há algo errado nos jornais brasileiros.


Despedida com dignidade


Francisco Brennand foi um dos mestres das artes de Pernambuco.

Sua morte é tratada com enorme dignidade pelo Jornal do Commércio (Recife, PE).

Aos grandes, uma grande homenagem.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

O segundo sentido


O Dia (Rio de Janeiro, RJ) sempre se destacou pela criatividade, ainda mais pela influência do "irmão" Meia-Hora.

Hoje o diário carioca foi muito feliz ao falar da libertação do ex-governador.

PS: dica do atento amigo Gabriel Flores

sábado, 7 de dezembro de 2019

Santa Catachina?


Não, o estado de Santa Catarina ainda pertence ao Brasil e fala português. Mas o leitor estranhou ao ver a capa do Diário Catarinense (Florianópolis, SC) em chinês. E quase não reparou no aviso discreto no alto: conteúdo patrocinado.

Trata-se de uma campanha do Icasa (Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária) para valorizar o setor avícola e fazer propaganda aos eventuais compradores chineses.

Mas que ficou estranho, ficou.

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Mais uma capa genial no NYTimes


Sabe por que o The New York Times (Nova York, NY) é o melhor jornal do mundo, com mais de 4 milhões de assinantes?

Porque ele não tem medo de ousar.

Não existe a desculpa de que "nosso leitor quer isso", "nosso leitor quer aquilo". O Times conhece seu assinante e conhece ainda mais o não-assinante, aquele que precisa conquistar.

Por isso uma capa simulando o livro do ano dos formandos, buscando as histórias daqueles que "deram certo" é mais um tiro certeiro da "velha senhora".

Um jornal que serve de inspiração.

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Outra candidata a melhor foto do ano


É de Raphael Muller a ótima imagem da capa de A Tarde (Salvador, BA) de hoje. Com rara sensibilidade, transmite o drama dos soteropolitanos que enfrentam as chuvas de primavera.

Pena que a redação do jornal não entendeu a força dessa foto. Cometeu 4 deslizes:
1. Aplicou manchete em uma área não neutra, ou seja, com informações relevantes por trás;
2. Aplicou também um texto - esse sim em zona quase neutra - mas com fundo preto, deixando a capa com uma salada de caixas coloridas;
3. Decidiu publicar uma segunda foto sobre o mesmo tema, mas que perdeu completamente a força por vir abaixo da imagem principal;
4. Como se não bastasse, apostou em uma terceira imagem na capa, minúscula, de um carro, para promover as páginas de automóveis.

Enfim, ótimo exemplo em que a intervenção da redação prejudica a imagem. Mas que a foto é ótima, não há dúvidas.

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

O moderno e o clichê



The New York Times (Nova York, NY) está a cada dia mais moderno. O tempo serve para que a "velha senhora" do jornalismo entenda as necessidades informativas de seus milhões de leitores (cerca de 4 milhões de assinantes).

Já os concorrentes apelam para o clichê. Aquele jornalismo que não leva a lugar nenhum, apenas repete fórmulas.

Bastava responder a pergunta: o que importa do depoimento do embaixador Sondland, no processo que pode levar ao impeachment de Donald Trump? Seu rosto? Não, o conteúdo de sua fala.

Enquanto The Washington Post (Washington, DC), Los Angeles Times (Los Angeles, CA), Miami Herald (Miami, FL), Chicago Tribune (Chicago, IL) e USA Today (McLean, VA) dão enorme destaque às caras e bocas do diplomata, NYTimes aposta nas revelações. Branco sobre preto. O conteúdo que os americanos querem conhecer.

Mais uma aula de bom jornalismo do Times.