quinta-feira, 13 de julho de 2017
Cobertura previsível no caso Lula. E um deslize


Que Lula foi condenado pelo juiz Moro a 9 anos e meio, o Brasil inteiro sabe desde ontem à tarde.
O que os leitores de Folha de S. Paulo (SP) e O Estado de S. Paulo (SP) não sabiam é que o exemplar que lhes custou R$ 4 traria uma manchete tão óbvia que o jornal deveria devolver-lhes o dinheiro.
Mas mesmo quem tentou inovar não chegou a lugar algum. E deu mais razão às broncas do ex-presidente.
Metro (SP) é básico, tentando inovar com o desenho. Não conseguiu.
O Globo (Rio de Janeiro, RJ) vai por uma lado agressivo e acusatório que, por tabela, quase absolve antecipadamente o atual presidente - envolvido em escândalos aparentemente bem maiores. Enquanto Extra (Rio de Janeiro, RJ) distila um ódio que não combina com a criatividade habitual de suas capas.

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quarta-feira, 12 de julho de 2017
Na capa a imagem que chama a atenção
Como escolher a foto de capa?
Jornais do mundo inteiro ainda derrapam quando devem publicar uma foto na capa. A maioria ainda vai pelo "importante", basta ver a quantidade de jornais que hoje saíram com a "ocupação" da mesa do Senado.
The New York Times (Nova York, NY), The Dallas Morning News (Dallas, TX) e principalmente Frankfurter Allgemeine (Frankfurt, Alemanha) ensinam hoje que o mundo mudou.
E é preciso olhar a capa com olhos mais modernos.
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segunda-feira, 10 de julho de 2017
sábado, 8 de julho de 2017
Trump e Putin, juntos e ao vivo


Quando acontece algum fato "parem as máquinas", acaba nas capas de quase todos os jornais do mundo.
O encontro Trump-Putin é um exemplo. Nas capas dos americanos The Wall Street Journal (Nova York, NY), The New York Times (Nova York, NY) e The Washington Post (Washington, DC), além de Asahi Shimbun (Tóquio, Japão), The Weekend Australian (Sidney, Austrália), El Tiempo (Bogotá, Colômbia), Corriere della Sera (Milão, Itália), El País (Madri, Espanha), Frankfurter Allgemeine (Frankfurt, Alemanha) e The Times (Londres, UK).



quinta-feira, 6 de julho de 2017
Na Venezuela, para se saber algo, é preciso ler a imprensa estrangeira

O parlamento venezuelano foi invadido ontem por manifestantes ligados ao presidente Maduro - alvo de mais processos de impeachment que Michel Temer. Cinco deputados (da oposição) foram feridos.
Só que a técnica de Maduro é diferente da de seu colega brasileiro: empresários que se beneficiam de sua política econômica compraram os dois maiores jornais do país, Últimas Notícias (Caracas, Venezuela) e El Universal (Caracas, Venezuela) e os transformaram em panfletos bolivarianos.
Hoje, para entender o que passa no país, os venezuelanos precisam ler as entrelinhas dos jornais que vivem sob o medo da intervenção, como El Nacional (Caracas, Venezuela) e Diario 2001 (Caracas, Venezuela), ou ler o que se publica no exterior, em El Mercurio (Santiago, Chile) ou El Tiempo (Bogotá, Colômbia).
Está difícil ficar bem informado em terras venezuelanas.
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