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sábado, 6 de outubro de 2018

Hora de se posicionar


Os jornais americanos têm o hábito de emitir opinião em eleições. Eles, sem qualquer risco à seriedade da cobertura jornalística, deixam muito claro se preferem um ou outro candidato.

No Brasil não existe esse hábito - salvo raras exceções.

Mas aos poucos os impressos deixam claro para que lado vão. Como o Meia Hora (Rio de Janeiro, RJ).

Muito bom!

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Quem nasce jornalinho nunca será jornalão

O que há de comum entre os três jornalões brasileiros, a dois dias das eleições?

Fora algumas opções editoriais, nenhum deles publica santinhos na capa. Há, sim, um espaço para propaganda, limitando à parte baixa em não mais que 25% da altura da capa, mas nem Folha de S. Paulo (SP), nem O Estado de S. Paulo (SP) ou O Globo (Rio de Janeiro, RJ) vendem propaganda política na capa.

Capa é o cartão de visitas, a principal página do jornal impresso.





No Paraná, Santa Catarina e em Minas Gerais aparecem alguns santinhos, mas há regras. O material não pode, de nenhuma maneira, ofuscar o conteúdo editorial.

Assim fazem O Diário do Norte do Paraná (Maringá, PR), O Tempo (Belo Horizonte, MG), Hoje em Dia (Belo Horizonte, MG) e Diário Catarinense (Florianópolis, SC). Verdade que o jornal paranaense quase confunde o que é editorial e o que é propaganda política.




Agora comparemos com o escândalo que acontece no Rio Grande do Sul.

Os dois maiores jornais da capital, Zero Hora (Porto Alegre, RS) e Correio do Povo (Porto Alegre, RS) esquecem que um impresso é feito para o leitor. E abusam nos santinhos, quase que garantindo a folha de pagamento em dia, ao custo da venda de sua seriedade.

Pior, fazem escola e contaminam com essa política todos os jornais dos gaúchos.

Um horror. Uma tragédia no jornalismo gaúcho.












quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Duas capas que não precisavam ser publicadas


Um jornal impresso precisa facilitar a vida do leitor. Ou aos poucos perderá toda sua audiência.

Metro (SP) hoje quis ser engraçado e acabou prejudicando o entendimento do que quis dizer, o resultado da pesquisa para presidente. Gráfico deve ser direto, informar em um primeiro olhar. Os números dentro dos balões - com mais atenção aos patinetes do que à informação - não serve para o leitor.

Enquanto isso, o jornal NH (Novo Hamburgo, RS) está liquidando espaços na capa para candidatos às eleições de domingo. A força do impresso precisa ter limites na publicidade, para seguir impactando e garantindo audiência. Quando um leitor vê que há mais santinhos do que informação cria imediatamente uma rejeição. Não ao candidato, mas ao jornal.

Nenhum problema em vender publicidade na capa, desde que a tarifa seja muito alta e que haja um acordo com a Redação para o percentual de capa utilizado. Os americanos costumam liberar até 30%. No NH esse índice passa de 60%.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

A última homenagem a Aznavour

A morte do grande cantor da França domina as capas de hoje no país.

Le Figaro (Paris, França), Libération (Paris, França), 20 Minutes (Paris, França), Le Parisien (Paris, França) e outros, todos em apostas monotemáticas.











quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Deu no The Economist


A bíblia das publicações de economia do mundo está apavorada com a possibilidade do candidato de extrema-direita vencer as eleições no Brasil.

A capa do The Economist (Londres, UK) traz o ex-capitão e a manchete: "A última ameaça da América Latina".

Independentemente do lado que cada um torce e apoia, a preocupação de investidores é um sinal amarelo ao Brasil.

PS: dica do atento Victor, em terras europeias

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

A foto que sumiu dos jornais


Só podia ser na Venezuela.

O presidente Nicolás Maduro viaja até a Turquia e se esbalda em um jantar de US$ 250. Até aí tudo bem, se em seu país fosse fácil encontrar comida nos restaurantes - mas não é.

A foto, portanto, é um tapa de luva de pelica em todos os venezuelanos. Maduro pode exagerar, o povo não pode sequer comer. Está nos principais jornais do planeta.

E os jornais venezuelanos, o que fizeram? Nada.

El Nacional (Caracas, VE), único diário que não caiu nas mãos de parceiros do presidente, esconde a imagem. El Universal (Caracas, Venezuela) e Últimas Notícias (Caracas, Venezuela), ambos de apoio a Maduro, claro que não publicam.

Lamentável.



segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Menos pimenta no acarajé


A desconexão de A Tarde (Salvador, BA) com sua audiência está chegando a pontos extremos. Depois de falar do Paraná em manchete semana passada, agora é Venezuela.

O Brasil está em ebulição, faltam 20 dias para as eleições. Povo nas ruas fazendo barulho para um e outro lados. O País não fala de outra coisa se não as ameaças, vantagens e desvantagens de cada um dos candidatos.

E A Tarde fala da Venezuela... Aliás, uma notícia de sábado.

Incrível!