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sexta-feira, 26 de abril de 2019

O comercial do BB vetado pelo PR




Se alguém ainda não viu, aqui está o link para o comercial do Banco do Brasil vetado pessoalmente pelo Presidente da República.

Além de se meter onde não deveria, o capitão de quebra levou a cabeça do Diretor de Marketing do BB que aprovou a peça.

Tempos sombrios em Brasília.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Estava indo tudo bem...até que o medo falou mais alto


O Estado de Minas (Belo Horizonte, MG) esteve a ponto de fazer uma capa perfeita, criativa, posicionada - como deve ser um impresso. Mas escorregou no último detalhe.

A contagem dos três meses de Brumadinho, com os números e a triste conclusão, tudo em branco sobre preto, é um achado. Sensacional. Ousado.

Então por que estragar tudo com uma foto desnecessária? Bastava colocar a mesma informação em texto, exatamente como já está o bloco à direita da imagem. O efeito da foto na capa tirou a atenção do principal. Lamentável.

Que pena.

O medo de fazer uma capa puramente gráfica venceu a ousadia.

terça-feira, 16 de abril de 2019

Emoção na França


Pelo menos 14 impressos franceses copiaram a ideia genial do Libération, quando as chamas ainda ardiam na Notre Dame.

Mas três outros jornais souberam traduzir alguma emoção. "Que Tristeza!", diz o Le Républicain Lorrain (Metz, França). "A Desolação", resume o Le Dauphiné (Grénoble, França). "O Impensável", observa Le Télégramme (Lorient, França).

Na tragédia é hora de ser mais criativo do que nunca.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

O drama em 10 caracteres


Hoje o post é do colega Nelson Nunes:

Duas palavras, 10 toques. E o drama esta ali, contado do inicio ao fim

A arte de contar um capítulo da historia da humanidade em apenas 10 caracteres.

É a capa flash do Libération (Paris, França).

PS: Valeu, Nelsinho!

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Criatividade para salvar o impresso


Que o impresso está em crise, não há discussão. Mas o que os jornalistas deveriam fazer, em primeiro lugar, é justificar a existência do impresso. Não mais como reprodutor de breaking news, mas como refinador de conteúdo.

Algo como fez o Jornal NH (Novo Hamburgo, RS) ao dedicar capa monotemática à tragédia da pequena Estância Velha. Bem diferente do que cometeu Diário Gaúcho (Porto Alegre, RS), que fez exatamente o que não deveria fazer (alguém do RS hoje ignora o duplo assassinato da manhã de ontem?). E mais ou menos o que tentou Zero Hora (Porto Alegre, RS), que focou no drama da família. Mas escondeu na capa, dominada pela alegria do futebol.

Ou o impresso adota a política editorial semelhante à da capa do Jornal NH, ou o caminho para a morte está traçado.


terça-feira, 9 de abril de 2019

O Rio de Janeiro não está tão lindo assim


No mesmo dia o carioca precisou conviver com a notícia de que o Exército fuzilou um músico, sem explicações, e que São Pedro castigou a cidade com uma chuva impressionante.

O sempre criativo Extra (Rio de Janeiro, RJ) fez uma capa sensacional na primeira edição (ESQ), mas mudou para registrar a força das águas na terceira edição.

O Dia (Rio de Janeiro, RJ) registou 80 furos de bala na capa. Meia Hora (Rio de Janeiro, RJ) e Metro (Rio de Janeiro, RJ) preferiram as palavras, em um dia de poucas palavras e muito sofrimento.




sexta-feira, 5 de abril de 2019

A inteligência e o apelo


Sexta-feira de surpresas nos impressos brasileiros.

Se o Extra (Rio de Janeiro, RJ) foi - uma vez mais - genial, em colocar aposentados - especialistas em bancos - para avaliar o banco (de reservas) do Flamengo, o Super Notícia (Belo Horizonte, MG) exagerou.

O líder de venda avulsa, de R$ 0,50 nas bancas, está apelando para um palavreado além do razoável, que causa um pouco de vergonha a quem compra um exemplar.

Não precisava.