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domingo, 23 de novembro de 2025

Que saudades do Jornal da Tarde...

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso ontem.

Preso.

Ele é o líder da extrema-direita, condenado por organizar a tentativa de golpe de estado em 2023. E foi preso por queimar a tornozeleira eletrônica que o monitorava e, possivelmente, procurar asilo em alguma embaixada "amiga".

Mas ele caiu. Venceu a democracia, para desespero de seus apoiadores.

Os jornais impressos tinham a missão histórica de contar isso em uma capa antológica hoje. Não fizeram. Ou por medo, ou por falta de talento.

Saudades do falecido Jornal da Tarde (SP), que não tinha receio de se posicionar nem mesmo quando os tempos eram bem mais duros.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Último capítulo


Depois de 46 anos as portas do Jornal da Tarde (SP) se fecharam.

A última capa do jornal não traz a crítica ácida que marcou sua trajetória, nem alguma reportagem de abalar as bases do governo. É apenas um agradecimento á cidade que fez do JT uma lenda na imprensa brasileira.

Que o espírito do Jornal da Tarde contamine os demais jornais brasileiros. É preciso mais humor, mais criatividade, mais picardia nas páginas dos bem comportados jornais do país.

Valeu JT!

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Luto no Limão e na imprensa brasileira


Agora é oficial.

Depois de inúmeros desmentidos, o Jornal da Tarde (SP) circulará pela última vez quarta-feira, dia 31.

A direção do Grupo Estado - em especial a direção de redação - mentiu mais de uma vez à equipe, garantindo que o fim anunciado era apenas um boato. Desta vez está confirmado o que havia vazado por e-mails dos contatos comerciais.

É muito triste o fim do JT, o jornal que conquistou uma geração de jornalistas. O bairro do Limão está de luto. A imprensa brasileira também.

Seria muito fácil homenagear o JT com suas capas antológicas. Mas não. Aqui ao lado a capa de hoje, sem qualquer dúvida a melhor primeira página entre todos os jornais paulistanos. A inteligência editorial do JT se destaca no tímido e covarde cenário de São Paulo. É o único jornal que entende que o leitor já conhece as notícias mais obvias, que é preciso ir além.

Um grande abraço a toda equipe do Jornal da Tarde.

O JT vai fazer falta.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

As várias maneiras de ver o julgamento do Mensalão - I


O jeito clássico de cobrir o Mensalão é o puramente informativo, que não agrega valor. Considera o leitor um alienado, que só fica sabendo dos fatos pelos jornais. Ignora a televisão, o rádio, a Internet e qualquer mídia digital.

Nessa pegada estão os jornalões O Globo (Rio de Janeiro, RJ) e O Estado de S. Paulo (SP), que equivocadamente se justificam com um "nosso leitor quer assim".

Lorota.

Mas jornais regionais também estão adotando essa fórmula ultrapassada.

O Liberal (Belém, PA) vai nessa linha, bem como A Tarde (Salvador, BA). Igualmente o Diário Catarinense (Florianópolis, SC), Gazeta do Povo (Curitiba, PR), Jornal do Commércio (Recife, PE) e Jornal da Tarde (SP).

Dessa forma passam vergonha diante da concorrência criativa.









quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Dia de seca, fotos de prêmio



A baixa umidade em São Paulo fez a festa dos repórteres-fotográficos.

As imagens nas capas de O Estado de S. Paulo (SP), Jornal da Tarde (SP) e Folha de S. Paulo (SP) são ótimas.

Só que Estadão e JT deveriam ter escolhido fotos diferentes, não? Certamente havia outras belas imagens nas redações.






quinta-feira, 5 de julho de 2012

A mesma pauta


Há algo estranho no reino catarinense.

Para lembrar os 30 anos da tragédia do Sarriá (a derrota da Seleção Brasileira por 3 a 2 para a Itália, em Barcelona), os concorrentes Diário Catarinense (Florianópolis, SC) e Notícias do Dia (Florianópolis, SC) contaram a mesma história, do mesmo menino que apareceu em uma famosa capa do Jornal da Tarde (SP).

Verdade, ele vive na ilha, mas essa "coincidência" é estranha.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

A imprensa paulistana dormiu no ponto

A greve dos metroviários, que provoca o maior caos de trânsito que São Pauo já viveu, foi anunciada ontem. E parece que a imprensa não quis acreditar.

Folha de S. Paulo (SP) sequer deu na capa, preferiu temas como o livro de receitas da Fórmula-1. O Estado de S. Paulo (SP) publica como pequena nota escondida.

Jornal da Tarde (SP) é quem melhor se posiciona, em manchete, mas não alerta para o caos anunciado.

Os populares Diário de S. Paulo (SP) e Agora (SP) falam da greve, mas dão mais importância ao pagamento de 50 mil aposentados que que ao inferno que atrapalha a vida de toda a cidade de São Paulo.

Há mais de 220 quilômetros de engarrafamentos. Às 10h. A cidade parou. Amanhã não adianta fazer jornalismo de registro. O serviço deveria ser hoje.

A imprensa paulistana perdeu.








quinta-feira, 17 de maio de 2012

Matemática não combina com jornalismo

Quantas pessoas se feriram no acidente de ontem do Metrô de São Paulo?

Não procure saber apenas lendo os jornais. Sua cabeça vai se confundir ainda mais.

Segundo o Samu, 49 pessoas ficaram feridas no choque. Esse número ganhou destaque na Folha de S. Paulo (SP), em O Estado de S. Paulo (SP), no Jornal da Tarde (SP) e até no Diário do Comércio (SP).

O Diário de S. Paulo (SP) fez o dever de casa e somou à versão oficial também os atendidos nos hospitais e unidades de saúde, chegando ao impactante número de 103 feridos.

Só que foram 57 atendimentos. Então 49 + 57 = 106. E não será surpresa se esse número crescer, contabilizando ainda outros que não entraram na primeira conta.

Ninguém acertou. A matemática não é o forte do jornalismo.






sábado, 12 de maio de 2012

Duas visões sobre um mesmo tema - I


O Diário de S. Paulo (SP) diz que é hora de comprar carro zero e seminovo (mais carros em SP???). Fala em nova linha de financiamento, com juro menor.

Por que? Não diz.

O Jornal da Tarde (SP) explica já na manchete: os pátios estão cheios. Ou seja, é preciso desovar.

São duas leituras sobre uma mesma realidade.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Só a Folha avançou

O acidente no parque de diversões que resultou na morte de uma adolescente chocou São Paulo.

Só que a tragédia aconteceu às 10h30 da manhã e foi tema de 10 entre 10 mesas de bar na tarde e noite de ontem.

O que os jornais de hoje devem fazer? Avançar.

A Folha de S. Paulo (SP) explicou, em um infográfico na capa, como aconteceu o acidente. São informações que a TV não mostra. Para isso serve um jornal.

Jornal da Tarde (SP) e O Estado de S. Paulo (SP) foram conservadores e apenas registraram o fato nas capas. Assim os jornais chegaram ultrapassados ao café da manhã do assinante, mais velho que pão dormido.

Mirem-se no exemplo da Folha. Só dela.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Tudo se copia


No jornalismo tudo se copia.

A boa capa do Pioneiro (Caxias do Sul, RS) sobre os protestos contra a enchente que afogou a cidade é livremente inspirada em um dos clássicos do jornalismo contemporâneo.

A capa do Jornal da Tarde (SP) de junho de 1978 usava a criatividade para falar da escolha do novo governador.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Irresponsabilidade editorial

Pegue o Diário de S. Paulo (SP) e não estranhe: a manchete está errada mesmo.
O Shopping Center Norte não fechou. Há um prazo até sexta-feira para fechar, como diz o Jornal da Tarde (SP).
Susto mesmo teve o leitor Amaral Bartoletti, que mora ao lado do Center Norte e enviou seu depoimento por e-mail: "Eu moro aqui do lado e te garanto que está aberto, funcionando e lotado".
Pisada na bola. Das grandes.


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Sheik por todos os lados

O jogador Émerson Sheik, do Corinthians, fez o gol da vitória de ontem sobre o Bahia.
Foi o que bastou para ganhar as capas de quase todos os jornais de São Paulo. O curioso é que se trata da mesma foto, quase no mesmo instante, mas tirada por vários ângulos.
No Lance (SP) a imagem de Mauro Horita é praticamente igual à de André Lessa, na capa do Jornal da Tarde (SP).
A Folha de S. Paulo (SP) optou por uma imagem de costas, no trabalho de Adriano Vizoni, enquanto o Diário de S. Paulo (SP) vem com a foto de Roberto Vazquez (Futura Press) alguns instantes depois do instantâneo do JT e do Lance.
É o personagem do dia, se depender das capas.


quinta-feira, 23 de junho de 2011

A melhor edição de foto

A melhor foto do tricampeonato da Libertadores é de Nacho Doce, da Agência Reuters. Mostra Neymar comemorando o gol.
Essa foto está nas capas de Diário de S. Paulo (SP), Jornal da Tarde (SP) e Agora (SP).
Aí entra o talento do editor de capa e do editor de arte. Como aproveitar melhor a imagem?
Ganhou a imaginação fértil da equipe do Diário de S. Paulo, que puxou a foto, permitiu que Neymar invadisse o logotipo do jornal e ainda foi além da simples informação: o Pelé do tri.
Para isso serve um jornal no dia seguinte. Ir além da notícia de que o Santos é tricampeão.



domingo, 22 de maio de 2011

Tabloide precisa de poucas e certeiras apostas

As dimensões de um tabloide (entre 35cm e 42cm de altura) não permitem pirotecnias: é um modelo de poucas e boas apostas. Não é possível tratar um tabloide como se fosse standard. Jornal é, cada vez mais, decisão, investimento em chamadas que mostrem a diferença, que justifiquem a compra do exemplar.
Dois jornais que mudaram de formato nos últimos três anos - de standard para tabloide - entendem a nova realidade de maneira diferente.
O Correio* (Salvador, BA) não hesita em dedicar toda a capa para a beatificação de Irmã Dulce (ainda que a ilustração lembre Ronaldinho Gaúcho abraçado à religiosa).
Mas o Diário de S. Paulo (SP) parece não ter entendido que mudou de formato: são 12 informações na capa! Bem mais que o concorrente standard Jornal da Tarde (SP) e quase como os líderes standard Folha de S. Paulo (SP) e O Estado de S. Paulo (SP).
Se um dos fatores de venda do Diário SP é a venda em bancas, a opção por colocar "São Paulo dentro de Taboão da Serra" é um erro que pode comprometer os resultados.


domingo, 24 de abril de 2011

A Folha, enfim, abriu os olhos


O Aeroporto de Cumbica é o pior do mundo.

O Diário de S. Paulo (SP) já disse isso. O Jornal da Tarde (SP) também. Mas a Folha de S. Paulo (SP) vinha relutando.

Hoje, finalmente, o jornal mais influente do Brasil abre a manchete para as péssimas condições da principal porta de entrada e de saída de São Paulo.

Ufa.

Talvez agora, com o eco que a Folha provoca, os burocratas da Infraero se mexam.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Na esteira da semanal - Update


Está cada vez mais habitual os jornais buscarem pauta nas revistas semanais e nos programas de TV. É do jogo.
Raro é o que fez o Jornal da Tarde (SP), que suitou (leia nota abaixo) a capa da Veja (SP) e deu manchete ao tema.
A suíte costuma ser matéria secundária.

Update: a redação do JT avisa que foi o jornal - e não a revista Veja - quem levantou o assunto. Ou seja, foi a semanal quem suitou o JT, não contrário.


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O JT vai mudar. Ainda bem!


O Jornal da Tarde (SP) já foi o mais irreverente jornal do Brasil. Inteligente, rápido, era o preferido de 10 entre 10 jovens de São Paulo e fez a cabeça de uma geração inteira.

Hoje não é bem assim.

Apesar da equipe de qualidade, tropeça em erros primários, como a capa de hoje.

A foto de Liedson, jogador do Corinthians, foi assassinada pelo bloco de matéria da manchete.

Ficou muito ruim.

Mas nem tudo está perdido: o Grupo Estado, que controla o JT, vai promover uma reforma editorial e gráfica no irmão mais jovem do Estadão.

Ainda bem!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Folha não planeja, Estadão e os pequenos aproveitam

Há 457 anos sabe-se que dia 25 de janeiro é o aniversário de São Paulo.
Ou seja, ninguém foi pego de surpresa com a notícia.
Então, para efemérides como essa, planejamento é tudo. E é preciso ser criativo para não publicar o óbvio.
Nesse jogo Diário de S. Paulo (SP), Jornal da Tarde (SP) e O Estado de S. Paulo (SP) aproveitaram o cochilo da Folha de S. Paulo (SP).
O Diário conta a história de quem adotou São Paulo e adora a cidade - até mesmo a onça-pintada. O caderno especial de 12 páginas deixa qualquer um orgulhoso. Melhor ainda com as ótimas fotos de Fabiano Accorsi.
Já o Jornal da Tarde lembra o aniversário de 40 anos do Minhocão, a obra pública mais discutida - adorada e odiada - da cidade.
O Estadão (SP) também apresenta um caderno especial sobre a cidade e tenta revisitar pontos da cidade com novas fotos - embora não chegue a impressionar.
Mas a Folha (SP) quase não dá bola para a data.
É uma opção editorial, é verdade. Datas não precisam necessariamente ter uma super cobertura. Mas em tempos de feriadão e de cidade parada, a Folha não soube aproveitar a ocasião.