quinta-feira, 1 de abril de 2021
Foto x Gráfico
quarta-feira, 31 de março de 2021
Outro tradicional impresso deixa de circular
Quase um ano depois do concorrente, o Jornal do Commércio (Recife, PE) encerrou também sua edição impressa,
A nota do presidente do grupo, publicada na capa de hoje - última edição - ainda tenta atribuir a responsabilidade, como sempre, a fatores externos. Pandemia, crise, etc. Em nenhum momento a empresa assume seus erros.
O maior erro é sempre da gestão da empresa, que tem dificuldades em enxergar a mudança do modelo de negócios - e consequente obrigação de alterar os produtos. Recomendo a leitura desse texto que saiu no Meio & Mensagem (SP) há menos de um mês, quando fechou o Diário do Nordeste (Fortaleza, CE).
Os erros são muito parecidos.
Foram mais de 100 anos do JC. Agora apagaram-se as luzes.
segunda-feira, 29 de março de 2021
O triste fim (anunciado) de um popular
O Diário Gaúcho (Porto Alegre, RS) é um ex-jornal em atividade. O impresso fez história há 20 anos, quando conquistou uma parcela de novos leitores, atraídos por notícias populares - basicamente polícia, futebol e celebridades - e brindes.
O DG fez escola, muitos populares apareceram em outras capitais do Brasil. Mas os tempos de sobrevida estão no fim. Sem publicidade e com baixa circulação, o jornal vive seus últimos tempos.
Para piorar, as escolhas editoriais vão matando o pouco legado que ainda resta. Ou como justificar que a foto principal do impresso nessa segunda-feira seja uma partida de futebol que ocorreu sábado? Como explicar para a outra metade dos torcedores gaúchos que não há cobertura do jogo do Grêmio, que aconteceu ontem?
As exigência industriais fizeram o DG fechar cedo. Sem o jogo do Grêmio. E ignorando a capacidade dos parcos leitores, que não conseguem entender o que o futebol de sábado está fazendo na capa de hoje.
Triste fim anunciado de um impresso.
quinta-feira, 25 de março de 2021
Algumas ideias para marcar as 300 mil mortes

A chegada às 300 mil vítimas era uma tragédia anunciada. Ou seja, os impressos tiveram tempo para planejar uma edição que ficasse na memória, como a que O Globo fez para as primeiras 10 mil mortes. Mas poucos aproveitaram a chance.

Pão e Circo no Sul e na Bahia


quarta-feira, 24 de março de 2021
Recorde de mortos - Quem foi mal

A Tarde (Salvador, BA) é ainda mais fora do tom, com maior destaque a uma inócua ação rejeitada do presidente. O Popular (Goiânia, GO) fala da fila de leitos, mas nenhuma palavra sobre o recorde. Se fechou mais cedo, deveria ter reaberto, tamanha a relevância da informação. Zero Hora (Porto Alegre, RS), por sua vez, dá o recorde em manchete, mas não muda nada em uma capa planejada. Ou seja, não avança, sequer com um gráfico, prefere uma foto de pouca informação.
O também gaúcho Correio do Povo (Porto Alegre, RS) parece estar em outro mundo. Ou dá chances a que se suspeite que há maracutaia na escolha da manchete. Uma promessa do Presidente - entre outras tantas - não pode ganhar espaço nobre. É uma bofetada no leitor. Como também parece inacreditável o Correio* (Salvador, BA) comemorar 1 milhão de vacinados em dia de mais de 3 mil mortos. Não combina. Assim como O Tempo (Belo Horizonte, MG), que escolhe o pior dia do ano para promover a campanha pela vacinação, que sequer foi lançada ontem.Recorde de mortos - Quem foi bem


O Globo (Rio de Janeiro, RJ) tratou de dar números aos estados, em forma de um gráfico bem construído. Folha de S. Paulo (SP) fez o simples: o gráfico de linhas - e, curiosamente, trabalha com números mais conservadores no gráfico do que no título. Correio Braziliense (Brasília, DF) e Estado de Minas (Belo Horizonte, MG) falam em super manchetes do número de mortos, com um pequeno e simples gráfico no diário mineiro. Extra (Rio de Janeiro, RJ) faz trocadilho com o lema de campanha do Presidente, para lembrar que o Brasil é onde mais se está morrendo por Covid-19.













